Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 26/10/2020
A terceira Revolução Industrial trouxe a tona discussões sobre as responsabilidades diante do uso de tecnologias. Hoje, com a Inteligência Artificial (IA) esse tema entra em destaque abrangendo questões éticas e morais, principalmente no que tange limites aceitáveis e a banalização da privacidade.
Na Grécia Antiga, com a formação das pólis, havia um estilo de governo delineado por regras sociais visando o bem coletivo, de maneira semelhante demais sociedades também se erguem diante de normas, o que conhecemos como direitos e deveres, moldados pelo surgimento de demandas. Dessa forma, a Inteligência Artificial, levanta questões éticas, um exemplo são as plataformas de diagnóstico online, que embora atendam e orientem uma população, não exclui a importância do médico, podem afastar pacientes, ao dar uma falsa ideia de saúde ou doença.
Outrossim, é relevante o impasse no âmbito da privacidade. Como uma ferramenta, a IA, pode ser usada maléfica ou beneficamente, grandes empresas como a Google lucram, também, com a venda de informações pessoais para traçar perfis de consumidores, de uma população e até de eleitores, podendo funcionar como suporte de manipulação em massa. Tais ações não seriam defendidas como éticas ou morais, mas são passíveis de ocorrer, e necessitando de fiscalização para evitá-las.
Dessa forma, faz-se imprescindível que a ONU abra um protocolo ético de utilização da Inteligência Artificial, para cada país e empresa tenha uma política de transparência, de forma que uma tecnologia possa regular a outra, reconhecendo erros e riscos antecipadamente. Os recursos devem vir de 3% dos impostos e investimentos de empresários que desejem explorar a área. Assim, ao pensar em Brasil, além de respeitar tal protocolo, deputados e eleitores promoverão uma legislação diante das demandas locais e o Executivo deve garantir o cumprimento e o respeito a ela. Dessa maneira, pode-se construir um país de crescimento tecnológico benéfico, com redução de danos colaterais.