Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 20/10/2020
Na Grécia Antiga, o filósofo Heráclito elaborou o Princípio da Impermanência, isto é, tudo está em constante metamorfose. Logo, verifica-se a veracidade dessa definição ao analisar a evolução das ferramentas: iniciada no período Paleolítico, exponencialmente aprimorada durante a Revolução Industrial e alcançando o ápice após o surgimento da Inteligência Artificial (IA). Sendo assim, faz-se relevante abordar os impasses da nova tecnologia, dissertando sobre seus benefícios e malefícios.
Em primeiro lugar, transfigura-se como essencial citar a obra literária do especialista em inovação tecnológica Kai-Fu Lee, “Inteligência Artificial”. Durante o livro, o autor alude às facilidades e vantagens advindas da IA. Algumas delas são observadas em áreas importantes da sociedade como, por exemplo, a saúde. Nesse sentido, menciona-se no exemplar um belo progresso em relação aos atendimentos cirúrgicos com elevado grau de complexidade. Comprova-se esse fato com a pesquisa realizada pela Universidade de Harvard, quando afirmou-se que as cirurgias cerebrais obtiveram um aumento de 63% de eficiência, posteriormente ao ingresso de máquinas com IA no processo operatório. Além disso, são evidentes os enormes avanços conquistados pelos tecnopolos nas revoluções maquinarias, no controle de dados e interação das redes com a “nova” descoberta.
Por outro lado, torna-se imprescindível expor o baixo número de cientistas que estudam as mutações das “mentalidades artificiais”. Por conseguinte disso, existe certa apreensão quanto a segurança na utilização dos “novos” artifícios. Segundo Elon Musk – Fundador da Tesla e SpaceX -, o moderno método é uma ameaça a civilização. Tal raciocínio, apresenta-se como pertinente, visto que depois de algumas “atualizações próprias”, os instrumentos com IA podem tomar decisões das quais não foram programados para fazer. Tais atitudes são tão perigosas que caso efetuadas num âmbito maior, seriam vetores para grandes desastres. A fim de exemplificar isso, pode-se observar o longa-metragem “Robocop”, quando um policial robô, projetado com IA para defender a cidade sofre um revés nas suas configurações e, seguidamente disso, inicia a execução de inúmeros civis.
Frente às discussões apresentadas, mostra-se como indispensável que governos e instituições privadas estabeleçam parcerias público-privadas com o objetivo de ampliar pesquisas relacionadas à aspectos da inteligência artificial – desde funções até possíveis reações -, aumentando dessa forma o conhecimento sobre os novos dispositivos e, consequentemente, diminuindo o medo populacional diante de novidades. Ademais, cabe ao Legislativo Nacional a criação de leis que imponham limites na revolução técnica-científica, já que existem possibilidades das inovações “fugirem do controle”. Desse modo, oportunizar-se-ia condições favoráveis ao desenvolvimento nacional e mundial sem “sustos”.