Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 21/10/2020

A Revolução Técnico-Científico-Informacional, ocorrida na segunda metade do século XX, incorporou à sociedade grandes avanços tecnológicos. No Brasil, entretanto, no que se refere à Inteligência Artificial, inúmeros são os obstáculos éticos e morais encontrados. Dessarte, para um adequado entendimento, convém analisar alguns fatores determinantes para a ocorrência do problema em questão.

Primeiramente, é conveniente destacar a negligência estatal no que tange à Inteligência Artificial. Assim sendo, pode-se mencionar a inexistência de leis que regulamentem o assunto, gerando um desconforto e uma série de incertezas em toda a sociedade. Nesse enfoque, percebe-se o descaso governamental a respeito do tema, contrariando o que já fora dito por Thomas Hobbes: o Estado é responsável pelo bem-estar do seu povo.

Em segundo lugar, deve-se analisar a participação popular nesse processo. Por conseguinte, percebe-se que o desconhecimento do modo de funcionamento da Inteligência Artificial, proporcionou a disseminação da cultura do medo, ou seja, a falta de informação criou, na sociedade, um preconceito a respeito dessa tecnologia. Porém, de acordo com Steve Jobs, co-fundador da empresa Apple, a tecnologia move o mundo. Em consequência disso, importa a sociedade quebrar paradigmas e usufruir das benesses oferecidas por esses avanços.

É de vital importância, portanto, que sejam tomadas medidas que reduzam os desafios éticos e morais concernentes à Inteligência Artificial. Em razão disso, cabe ao Governo Federal, órgão máximo do Poder Executivo nacional, por meio de suas Câmaras legislativas, criar normas que regulamentem a mencionada tecnologia. Além disso, deverá desenvolver campanhas publicitárias que conscientizem a sociedade a respeito do assunto debatido. Dessa forma, com um governo atuante e uma sociedade consciente, o Brasil caminhará rumo ao progresso.