Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 21/10/2020

A Revolução Técnico-Científico-Informacional possibilitou uma série de avanços na tecnologia, como o aprimoramento de Inteligências Artificiais (IAs). No entanto, infelizmente, podem haver impasses éticos e morais no que tange o uso das IAs, uma vez que elas podem ocupar posições humanas e fazer com que a humanidade seja ultrapassada pela tecnologia.

De início, é necessário salientar que as Inteligências Artificiais podem ser grandes aliadas do ser humano, uma vez que possuem funções de pesquisa e socialização, entre muitas outras que facilitam o dia a dia. Entretanto, com tantas facilidades, elas podem substituir pessoas em diversas funções, tornando a humanidade cada vez mais “inorgânica”. Nesse sentido, é possível citar o filme “A.I. - Inteligência Artificial”, em que os seres humanos inicialmente convivem com robôs e, posteriormente, são substituídos por eles.

Além disso, é possível afirmar que existem IAs assistentes virtuais programadas com algumas respostas e decisões, o que pode influenciar cada vez mais pessoas a realizar ações sugeridas por suportes lógicos, o que cria impasses de moral e ética em relação à substituição do pensamento próprio por pensamentos e decisões de robôs. Dessa forma, é possível citar o pensamento do Físico Albert Einstein que aborda sobre a ultrapassagem da humanidade pela tecnologia. Assim, pode-se afirmar que as Inteligências Artificiais podem, em algum momento, substituir a humanidade e influenciar em suas ações.

Portanto, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, por meio de parcerias com o Estado, crie um órgão fiscalizador de Inteligências Artificiais, já que essas precisam ser observadas e monitoradas, a fim de evitar a ultrapassagem e substituição da humanidade pela tecnologia. Assim, os impasses éticos e morais do uso das IAs se tornarão cada vez menos presentes na sociedade brasileira.