Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 21/10/2020
Muito se tem discutido acerca dos impasses éticos e morais do uso de inteligência artificial , bem como tenta transformar ainda mais a vida cotidiana por meio de ferramentas cada vez mais poderosas para análise, previsão, segurança e automação de dados. Como caracteriza o escritor Mark Kennedy “Todas as maiores invenções tecnológicas criadas pelo homem — o avião, o automóvel, o computador — dizem pouco sobre sua inteligência, mas falam bastante sobre sua preguiça”. Sendo assim, a interseção entre inteligência artificial e sociedade trouxe seu próprio conjunto único de desafios éticos, esses avanços obrigaram os profissionais de segurança a navegarem por um número proporcional de riscos e dilemas éticos ao longo do caminho.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a Revolução Industrial foi um período de grande desenvolvimento tecnológico, transformou a indústria, o governo e o comércio, bem como a comunidade de segurança se voltou cada vez mais para a inteligência artificial e o poder do aprendizado de máquina para colher muitos benefícios tecnológicos. Entretanto, a novidade de um computador tomando decisões podem ter consequências fatais, além disso, o tempo relativamente curto em que essa tecnologia foi usada mais amplamente, somado à falta de entendimento do público sobre como, exatamente, esses sistemas movidos a inteligência artificial operam, aumenta o fator medo.
Ademais, as maiores fontes de preocupação com o uso prático da inteligência artificial estão relacionadas à possibilidade de as máquinas com estratégias incompreensíveis por nós causarem destruição física e caos social ao controlar bancos de dados, mercados financeiros, infraestrutura, redes de distribuição e sistemas de armamentos. De certa forma, esses riscos de falha não são diferentes dos das tecnologias estabelecidas que dependem da tomada de decisão humana para operar.
Em vista dos fatos mencionados, tornar- se de suma importância que a comunidade de segurança cibernética e os profissionais de inteligência artificial têm a responsabilidade de avaliar continuamente as implicações humanas do uso da inteligência artificial, tanto em geral quanto nos protocolos de segurança, e que, juntos, devemos encontrar maneiras de construir considerações éticas em todos os produtos e sistemas baseados em inteligência artificial.