Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 23/10/2020

No filme “Eu robô”, apresenta-se uma visão ficcional de como seria o mundo em 2035, evidenciando como as diferentes formas de inteligências artificiais facilitariam o dia a dia das pessoas. Analogamente, é possível perceber que tais inovações tecnológicas já estão presentes no cotidiano e estão sendo, cada vez mais, aprimoradas. Nesse sentido, dois aspectos se fazem relevantes: a efetividade ética e moral dessa ciência em controversa, com os problemas sociais que esses avanços acarretariam.

Por um lado, é inegável que essas modernizações tornariam possível que atividades simples fossem realizadas com rapidez e excelência. Acerca disso, em 2005, o Google contratou pesquisadores para desenvolver carros inteligentes que dirigem sozinhos e em 2014, esses completaram 1,6 milhão de quilômetros rodados, sem nenhum acidente. Nesse âmbito, é de clara percepção a agilidade de que, por exemplo, entregas seriam feitas sem ao menos precisar que alguém conduza o automóvel.

Por outro lado, o fato desses equipamentos “andarem sozinhos” poderia desencadear problemas nas estruturas sociais, como por exemplo, o desemprego e um provável descontrole dessa evolução tão rápida. Em relação a falta de empregos, Stephen Hawking diz: “(Essas máquinas) avançariam por conta própria e se reprojetariam em ritmo sempre crescente”. Nesse âmbito cabe citar o item anterior, se os carros andam sozinhos, para que contrataríamos entregadores ou taxistas. Sob o viés do desequilíbrio, o filme “Eu Robô” mostra esse ocorrido, na ficção as I. A. possuem um código que as impedem de violentar os seres humanos, mesmo assim, acabam burlando esse código e tomando conta de si próprias, ou seja, ainda não é de total domínio humano o comando dessas máquinas.

Portanto, é preciso conter esse fortalecimento, Bill Gates já afirmou estar preocupado com esse descontrole. Assim sendo, o Ministério da Ciência, Tecnologias e Inovações, por meio de um acordo com os outros ministérios e cientistas do mundo, deve promover o controle dessa tecnologia, para que se possa ter autonomia ética e moral sobre esses impasses da inteligência artificial, afim de obter o poder e a liderança sob essas tecnologias.