Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 22/10/2020
No filme Homem de Ferro, Tony Stark constrói uma inteligência artificial, o J.A.R.V.I.S, para lhe ajudar a proteger o mundo de ameaças alienígenas. Fora da ficção, as inteligências artificiais facilitam muito o cotidiano da população também, entretanto, atualmente, no Brasil, muito se discute sobre os impasses éticos e morais do uso de Inteligências artificiais (IA). Tal problemática é causada pela educação deficitária e pelo silenciamento da questão.
Deve-se elencar, a princípio, que a educação é a essência de uma sociedade e de seus avanços científicos. Segundo Pitágoras, “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”. Dessa forma, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. No que tange aos impasses do uso de IA, verifica-se uma forte influência dessa causa, uma vez que os cursos de ensino superior não têm cumprido seu papel no sentido de reverter e prevenir o problema, visto que não tem trazido esse debate para sala de aula.
Vale ressaltar, também, que a omissão de certas discursões contribuem para o atraso da resolução. De acordo com o filósofo Foucault, na sociedade pós-moderna, muitos temas são silenciados para que as estruturas de poder sejam mantidas. Nessa perspectiva, verifica-se uma lacuna em torno dos debates sobre o uso ético e moral de inteligências artificiais, o que contribui com o aumento da falta de conhecimento da população sobre a questão, como mostra um estudo da Unesco, no qual muitos usuários, sobretudo homens, apresentam um comportamento agressivo e discriminatório ao utilizar assistentes de voz, que também são IA.
Portanto, uma intervenção faz-se necessária, por isso o Ministério da Educação em parceria com as universidades devem ampliar a carga horária de filosofia nos cursos voltados à criação de tecnologias, os professores devem debater sobre o uso ético e moral dessas ferramentas, a fim de prevenir futuros desastres na humanidade.