Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 23/10/2020

Filmes americanos tais como “Matrix” e “O Exterminador do Futuro” apresentam uma profecia tenebrosa à humanidade: um dias as máquinas se tornarão tão sofisticadas que de ferramentas passarão à senhoras da humanidade. Seria isso somente ficção científica? A modernidade está nos revelando que nem tanto, pois cada vez mais os computadores e seus softwares tem se tonado onipresentes em sociedade, o que leva a outra questionamento: quais são os impasses éticos e morais do uso crescente de Inteligência artificial em nossa sociedade?

Primeiro, esse é um fenômeno global, representado por uma terceira revolução industrial. Máquinas, progressivamente menores e potentes, a ponto de se já se falar em nanomáquinas, desempenham papel importantíssimos na sociedade contemporânea desde diversão a controle e tomada de decisões. Elas podem ser encontradas nas casas na forma de videogames modernos, celulares tabletes etc. até em ambientes tais como represas, no controle da vazão da água, e hospitais, em procedimentos médicos remotos. Porém, a dependência a esses auxílios tecnológicos por parte da humanidade também vem crescendo, fazendo com que preocupantemente se confie tomadas de decisões a programas computacionais.

Todavia, quanto se pode confiar em uma inteligência artificial tomando decisões complexas que envolvam ética e moral? Se a humanidade de fato viesse a criar uma supercomputador - semelhante a um Brain-Iac, como nos quadrinhos do Superman, ou O grande irmão, da obra “1984” - capaz de controlar todos os aspectos da sociedade humana, que garantias haveria que tal inteligência pouparia milhares de vida, por exemplo, se a manutenção de alimentos dependesse de um extermínio em massa. Ou se por meio de cálculos essa superinteligência decidisse que o melhor seria mantiver a espécie humana a um mínimo aceitável, para não se extinguir os recursos naturais do planeta. O que haveria de ser feito com os excedentes?

Dessa maneira, pode-se constatar que quando se fala no papel social de tecnologias que simulam o pensamento humanos se está diante de um assunto complexo no que tange à ética e à moral. Por isso, o assunto deve ser amplamente debatido e estudado pelos países e seus governantes, tanto à nível nacional quanto mundial, na Organização das Nações Unidas (ONU), a fim de serem criadas e aprovadas leis regulatórias do alcance dessa influência. Portanto, se não há como prever o futuro, que ao menos busque-se no presente tomar medidas que evitem que ele venha a tomar conotações apocalípticas como as dos já citados filmes de Holywood.