Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 23/10/2020

Assim como os antibióticos que foram criados para curar agentes infecciosos, mas hoje são a causa das superbactérias; as armas que foram confeccionadas para proteção e busca de alimentos, porém  também tiram vidas de crianças; e aviões que  foram produzidos para “diminuir” as distâncias, contudo foram usados como máquinas mortíferas na segunda Guerra Mundial, a Inteligência Artificial (I.A.) pode surgir com uma maquiagem de mocinha e se tornar a grande antagonista da espécie humana. A partir desse ponto de vista, cabe analisar a necessidade de criação de regas para que a ética, a moral e a harmonia social não sejam quebras com o uso de I.A. como já é fato na história.

Primeiramente é importante entender que essa forma de tecnologia terá o poder de tomar decisões por si e que sua capacidade de aprender cada vez mais e mais rápido tornará os homens, antes vistos como o ápice da natureza, seres de segunda classe. Dessas forma, é preciso criar regras que as máquinas sigam e o convívio coerente com as pessoas seja possível. Tal ideia pode fica clara nas obras do escritor e estudioso da área Issac Asimov, nas quais ele fala das “Três Leis da Robótica”. Essas leis dizem em geral que as máquinas, em hipótese alguma, poderão ferir um humano.Sendo assim, uma forma de prevenir malefícios futuros que possam vir a acontecer.

Além disso, é necessário pensar sobre o mercado de trabalho e as consequências que a automação trará para a sociedade. Esse assunto se mostra já presente, pois na atualidade um terço da força de trabalho é ocupado por robôs e em até vinte anos esse dado subirá para 45%, de acordo com o sindicato das indústrias de São Paulo, o que tornará o desemprego estrutural uma pandemia. Somado a isso, terão os gastos públicos em renda básica, como o “Bolsa Família”, que serão uma necessidade preeminente para uma parcela ainda maior da população. Esses problemas precisam ser analisados para que a sociedade mantenha o equilíbrio com o uso da tecnologia e não aconteça com a Inteligência Artificial aquilo que aconteceu com os antibióticos, com as armas e  com os aviões.

Dessas forma, conclui-se que os problemas morais e éticos na utilização da Inteligência Artificial precisam ser discutidos por técnicos e pela sociedade como um todo. Essa deliberação deve ser feita de inicio por Governos e instituições da área de tecnologia, como o Instituto de tecnologia de Massachussets, o qual tem no seu corpo docente profissionais das áreas de ciências robóticas e da ética humana, para que juntos decidam o limite do uso das superinteligências sem ferir a harmonia social. Aliado a isso, cabe ainda aos governantes levarem as melhores opções à sociedade, para que após plebiscitos os rumos e os parâmetros no uso construtivo da Inteligência Artificial seja feito por toda a sociedade.