Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 24/10/2020
Na Idade Antiga, quando descobriu-se que podia manipular metais para criar ferramentas de caça e uso doméstico, a qualidade de vida das pessoas melhorou consideravelmente. Nesse sentido, os seres humanos ainda procuram diversas formas e criações para facilitar a sobrevivência, e uma dessas criações é a Inteligência Artificial. Essa inovação tecnológica possui ferramentas inteligentes que visam realizar tarefas humanas, e vem sendo criada e aprimorada desenfreadamente. Apesar dos benefícios que a ferramenta pode trazer, é preciso entender como os robôs intelectuais, uma das criações da inteligência artificial, agirão com os seres humanos. Além disso, em quais tarefas é possível substituir o trabalho humano por máquinas?
Em primeira análise, é preciso entender se os robôs criados trabalharão para os seres humanos ou apenas convirão com eles. De acordo com o filósofo sueco Nick Bostrom, “Essas máquinas serão indiferentes a nós”. Nesse contexto, faz-se necessário um questionamento: como ferramentas indiferentes aos humanos ajudarão eles em suas tarefas? É certo que as pessoas são quem criam e configuram essas inovações, mas elas não estão parando para pensar se da maneira em que estão sendo inventadas atualmente as tecnologias realmente trarão benefícios.
Outro ponto a ser abordado é sobre quais serviços as maquinas podem substituir o trabalho humano. Em uma das cenas do filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, o Charles é obrigado a testar a “máquina de alimentação”, que prometia alimentar os operários. Essa parte da obra não só questiona sobre quais atividades realmente precisam ser realizadas por essas inovações, como também mostra os riscos de falha desses mecanismos, visto que no filme a “máquina de alimentação” não cumpre sua tarefa. Fora da cinematografia, existe a necessidade criar robôs que façam cirurgias, por exemplo? E qual a chance dessa inovação falhar?
Em suma, a Inteligência Artificial está sendo criada sem pensar nas consequências e impactos futuros, e não existe um órgão mundial que fiscalize essas invenções. Sendo assim, faz-se necessário que a ONU (Organização das Nações Unidas), crie mais um órgão em sua instituição que vise assegurar que as inovações tecnológicas serão desenvolvidas de forma segura e em prol do bem dos seres humanos. Essa instituição representará as vontades e necessidades humanas em todos os países, buscando ajudar na criação de máquinas realmente úteis e benéficas.