Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 24/10/2020
Iniciada no século XX, em meados de 1970, a Terceira Revolução Industrial configura um grande marco para a sociedade contemporânea, visto os avanços tecnológicos obtidos. Entretanto, esse progresso gera impasses éticos e morais, como a discussão sobre o uso de inteligência artificial. Esse embate ocorre devido ao risco associado e a futura substituição de mão de obra humana.
A priori, é fulcral salientar o risco eminente ao uso de inteligência artificial. Nesse sentido, de forma análoga, indústrias, hospitais e redes de transporte que utilizarem desta ferramenta estarão em grande risco, visto a perda social causada por algum acidente relacionado a estes ambientes. Desse modo, a segurança de milhares de pessoas estaria diretamente ligada a computadores, e exposta a falhas de algoritimos e crimes cibernéticos.
Ademais, outro fato a ressaltar é a substituição de mão de obra humana. Sob esse espectro, é possível observar a indústria 4.0, na qual em alguns setores do processo fabril, tanto a produção, quanto as decisões a serem tomadas, são realizadas por redes de computadores. Dessa forma, o progresso dessas tecnologias resulta em desemprego que, atrelado ao crescimento populacional pode gerar grandes problemas sociais.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Dessarte, com o intuito de mitigiar os impactos nocivos, cabe ao Ministério da Educação, inserir, nas redes de ensino, disciplinas ligadas a tecnologia e seus impactos sociais, com professores capacitados a discutir tais aspectos de forma a direcionar os jovens sobre a melhor forma de avançar cientificamente, sem regredir socialmente. Desse modo, espera-se, em médio a logo prazo, que a a inteligência artificial traga benefícios para as gerações futuras, como a Terceira Revolução Industrial trouxe para a atual.