Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 25/10/2020

No filme “De volta pro futuro”, é grande a surpresa do protagonista com um mundo futurístico de robôs, máquinas e carros voadores. Hoje, essa realidade não é comum, porém os diversos avanços da tecnologia suscitaram desafios morais e éticos sobre o uso da Inteligência Artificial (IA). Nessa conjectura, é ideal perceber os impactos negativos para os índices de desemprego e, também, as grandes responsabilidades e funções da maquinaria inteligente.

Convém destacar, a priori, que o uso de Inteligência Artificial tem provocado aumento nos índices de desemprego. Isso por conta da inclusão desmedida de máquinas que substituem o trabalho humano, acelerando a produção e provocando a demissão de pessoas capacitadas. Uma analogia pode ser feita com o filme “Exterminador do futuro” em que um robô assume funções humanas sem boas intenções. Assim como na obra, é perceptível que tal troca pode não ser positiva e só gerar prejuízos.

Ademais, são grandes as responsabilidades e funções da Inteligência Artificial atualmente. Isso porque os avanços tecnológicos permitiram, por exemplo, máquinas cirúrgicas e de realização de enxertos de pele, ampliando as funcionalidades do maquinário. Um bom exemplo é apresentado na obra “Admirável Mundo Novo”, que em um mundo distópico, a tecnologia e seus frutos direcionam todos e estão presentes em toda a sociedade. Dessa forma, é notável a ampliação do uso das IAs e, pela problemática da obra, as possíveis consequências.

Diante dos fatos apresentados, é necessária uma parceria entre a iniciativa público-privada, grandes empresas e instituições para o desenvolvimento de um plano de ação para melhor funcionamento com robôs, por meio de análises sobre os impactos da adoção da IA, treinamento mais completo dos funcionários e, caso necessário, introdução gradual e integrada de novas tecnologias, com o objetivo de promover o avanço institucional e reduzir índices de desemprego pela substituição. Além disso, é ideal uma ação entre profissionais da robótica, tecnologia da informação e médicos para aperfeiçoamento da técnica e melhoria da atuação das máquinas em casos de saúde, por meio do melhoramento das práticas, aumento do período de revisão e testes e exigência de permanência integral de profissionais da saúde durante a realização de tais procedimentos cirúrgicos, com o objetivo de torná-los mais seguros e reduzir os impasse éticos em torno do uso de Inteligência Artificial.