Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 02/11/2020

Hans Jonas um filósofo judeu, nascido na Alemanha, elaborou um novo imperativo ‘‘Age de tal maneira que os efeitos de sua ação sejam compatíveis com a permanência de uma vida humana autêntica’’ que é apresentado detalhadamente em seu livro ‘‘O principio responsabilidade’’. O homem está criando maquinas, que, se não conseguirem realizar determinada função, podem causar grandes impactos na humanidade, e afetar futuras gerações. É preocupante a como a inteligência artificial está evoluindo de forma cada vez mais rápida, a criação da mesma deve ser feita de forma mais humilde para que atendam apenas na facilidade de tarefas humanas.

Primeiramente, com a evolução cada vez mais intensificada da IA, maquinas com finalidade de abater pessoas e populações, como armas e bombas ficaram cada vez mais potente, e isso será prejudicial para toda a humanidade, especialmente se esses mecanismos, exercerem de maneira errada sua função. Voltando ao imperativo de Hans, o efeito desses atos não será compatível com a permanência humana.

Em segundo lugar, de acordo com o filósofo Bostrom e outro vários especialistas, estima-se com 90% de chance que uma IA será capaz de realizar a maioria das profissões humanas até 2075, é inadmissível que isso se torne uma realidade, o ser humano depende de sua profissão para viver, e para alguns ela é até seu propósito de vida, a sociedade não pode aceitar que maquinas sejam mais do que apenas um aparelho que facilite trabalhos que o homem é capaz e muitas vezes ama fazer.

Portanto, para que a inteligencia artificial não se torne algo capaz de exterminar a humanidade ou substituí-la, é necessário que as empresas de tecnologia, desenvolvam por meio de especialistas na área, apenas mecanismos que auxiliem o homem em seus deveres, e que tenham as devidas regras de manuseio e finalidade, assim as novas gerações não será afetada pelo uso descontrolado e incorreto dessas inteligências.