Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 04/11/2020
A Terceira Revolução Industrial trouxe consigo um extremo avanço tecnológico, o qual promoveu melhoras em diversos âmbitos de trabalho e na vida de todos os cidadãos. Contudo, no limiar do século XXI, a inteligência artificial - criação da tecnologia- enfrenta dificuldades, principalmente no que tange à inserção dela na sociedade. Dessa forma, pode-se elencar o desemprego e a invasão de privacidade como os fatores que solidificam o obstáculo.
Primeiramente, é necessário ressaltar que a hierarquia do computador superior a do indivíduo apenas colabora para uma catástrofe. Assim, conforme o filme “O homem bicentenário”, os robôs exercem todas as funções humanas - até melhor. Do mesmo modo, exterior ao contexto do cinema, é nítido a substituição da mão de obra do homem no mercado de trabalho, uma vez que a máquina, com desenvolvimento da inteligência artificial, amplifica sua produtividade no menor tempo possível. Assim, tal fato contribui para o aumento da desigualdade econômica e taxa de desemprego, o que constitui um cenário desafiador para o corpo social.
Além da questão empregatícia, é de significativa importância mencionar que a ausência de privacidade nas plataformas gera desafios éticos e morais em virtude da inteligência artificial. Nesse mesmo contexto, a série “Black Mirror” aborda, em um episódio, um aplicativo de relacionamentos que decidia os parceiros segundo estatística, o que torna o usuário sem direito à escolha. Outrossim, não há dúvidas sobre o controle de dados realizados pela inteligência do mecanismo, o qual limita o conteúdo disponível aos internautas. Consequentemente, a influência na comunidade cibernética não garante o direito à vida privada, defendido na Constituição de 1988.
Nesse contexto, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Todavia, apenas haverá melhoras caso o Poder Legislativo crie leis que equilibrem o trabalho entre humanos e robôs, para que, assim, as empresas não reduzam intensamente a quantidade de funcionários, regularizando os níveis de desemprego. Ademais, o Ministério da Educação, juntamente do Ministério da Ciência e Tecnologia, crie conteúdos dinâmicos, por meio de vídeos e publicidades, que esclareçam a população sobre a invasão da privacidade e o controle realizado pelos algoritmos. Somente dessa forma as dificuldades enfrentadas pela inteligência artificial serão amenizadas.