Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 03/11/2020
No século XX, a robótica estava muito ligada às fábricas, em que os funcionários usavam máquinas com inteligência artificial em setores onde o trabalho era repetitivo ou em um trabalho muito perigoso e que poderia colocar em risco a vida da pessoa, com isso essas máquinas tiraram os empregos de muitos trabalhadores. Os impasses éticos e morais do uso da inteligência artificial mostram essa realidade, ainda mais presente nos dias de hoje, pois evoluiu e é implantada, cada vez mais em diversos setores e mostra o quanto essas inovações tecnológicas estão mudando a realidade no mundo todo, especialmente porque a inteligência artificial permite que máquinas tomem decisões e ações autônomas, fazendo com que um softwere seja inteligente como seres humanos.
Em consonância, uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, revelou que até 2040, 45% das empresas serão automatizadas e que milhares de pessoas perderão seus empregos, visto que, serão substituídas por robôs ou drones. Por conseguinte, essa automação já causou problemas na Europa e Estados Unidos com equipamentos de segurança robótica de reconhecimento facial, em que pessoas comuns foram confundidas com terroristas, um problema seríssimo que causou danos psicológicos, éticos e morais em cidadãos de bem.
Salienta-se ainda que, não existe legislação jurídica em nenhum lugar do mundo para questões que envolvam a inteligência artificial, pois a enfatização desses sistemas está acontecendo rapidamente, com efeito de que a responsabilidade por acidentes com vítimas ou não seria da empresa de tecnologia ou do prestador de serviços? Hoje em dia ainda não se sabe, principalmente em conseguir preservar a individualidade das pessoas com o uso maciço da inteligência artificial, porquanto, sem uma legislação que permita identificar de quem seria essa responsabilidade, fica difícil uma intervenção para esse fim.
Mediante ao exposto, é de suma importância que a ética e a moral do uso dessa tecnologia sejam respeitadas e cabe ao Governo Federal criar um órgão de Fiscalização de Inteligência Artificial, a qual fiscalizará por meio de dados coletados, desde o início até a execução do projeto robótico, confirmando ou não a segurança e proteção do mesmo. Cabe também ao Ministério do Trabalho e Ciência e Tecnologia, ministrarem cursos acessíveis a trabalhadores sobre os benefícios e riscos da inteligência artificial, por meio de palestras virtuais em empresas, para conscientizar e orientar usuários a maneira correta de utilizar e manusear essa tecnologia e, consequentemente milhares de empregos poderão ser mantidos e que seja um meio eficiente, a fim de se obter progresso em diversas áreas que envolvam ética, moral e inteligência artificial no mundo científico.