Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 28/10/2020

Em primeiro plano, é preciso atentar para a lenta mudança na mentalidade social presente na questão. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da inteligência artificial (IA) é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social despreocupado com a ética cibernética, a tendência é a população adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Além disso, os riscos cibernéticos encontram “terras férteis” na falta de conhecimento dos seus consumidores, sendo assim, justificando outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação  sobre os perigos de um computador tomar decisões em seu lugar, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Está claro, no entanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor, com isso o Ministério da Segurança Pública deve investir em segurança cibernética, promovendo o menor risco possível para a população, logo o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas palestras ministradas por psicólogos, que discutam sobre as inteligências artificiais que estão no nosso dia a dia, afim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para distanciar o mito da caverna de Platão.