Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 29/10/2020
Iniciada no século XX, em meados de 1970, a Terceira Revolução Industrial configura um grande marco para a sociedade contemporânea, devido ao avanço técnico-científico-informacional. Entretanto, avanços dessa magnitude geram impasses éticos e morais, como a discussão sobre o uso da inteligência artificial. Nesse sentido, tal embate ocorre tanto pela falta de amparo do governo no sentido profissional, quanto a insegurança aos riscos associados a essa tecnologia.
A priori, é fulcral destacar a questão constituinte como uma das causas do problema. Nesse contexto, a população necessita do aparato estatal quanto as modificações geradas pela inteligência artificial no campo laboral. Sob esse prisma, a não intervenção fere o Contrato Social, proposto por Thomas Hobbes, o qual afirma ser de responsabilidade governo garantir a ordem e os direitos sociais dos cidadãos. Dessa modo, é de suma importância a participação governamental.
Ademais, outro fato a salientar é o medo quanto aos riscos associados aos avanços da IA. Sob esse prisma, de forma análoga, pode-se observar a mudança tecnológica ocorrida durante a Primeira Guerra Mundial. Nesse contexto, no início da revolução, os sodados utilizavam cavalos e espadas como armas de guerra, e ao fim do embate, foram utilizados aviões, tanques de guerra e armas de fogo. Dessa forma, o histórico de perda social advinda de tal avanço científico, influencia na atual insegurança civil.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço dessa problemática. Dessarte, com o intuito de mitigiar os impactos negativos, cabe ao Ministério da Educação, inserir, nas redes de ensino, disciplinas ligadas a tecnologia e seus impactos sociais, com professores capacitados a discutir tais aspectos, de forma a direcionar os jovens sobre a melhor forma de avançar científicamente, sem regredir socialmente. Desse modo, espera-se que, em médio a longo prazo, a inteligência artificial traga benefícios para as gerações futuras, como a Terceira Revolução Industrial trouxe para a atual.