Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 04/11/2020

A Inteligência Artificial (IA) é algo que vem sendo cada vez mais  estudado e discutido nos dias atuais, por conta do constante, rápido e crescente avanço da tecnologia. Tendo a capacidade de se igualar ou até de ultrapassar as habilidades humanas, impasses éticos e morais são formados a respeito do uso dessa tão fascinante tecnologia.

Especificamente, ao conseguir atingir níveis de conhecimento e ações humanas, tendo ainda a possibilidade de ultrapassá-las, limites éticos podem ser quebrados. Por exemplo, um robô ou máquina que tenha Inteligência Artificial o suficiente para se auto evoluir pode, facilmente, adquirir em um futuro próximo autonomia de suas ações, assim podendo partir para desde agressões físicas aos humanos à invasões de sistemas cibernéticos privados e sigilosos, como disse Elon Musk: “Inteligência Artificial é uma das grandes coisas que podem ser responsáveis por uma grande catástrofe”.

Em acréscimo, falhas e limites de ações nos sistemas eletrônicos são comuns, fatores quais podem ocasionar graves acidentes. Segundo estudos feitos pela instituição Martha Gabriel, a Inteligência Artificial é capaz de processar apenas uma habilidade por vez e seguir a natureza da razão, portanto em uma situação crítica, como por exemplo um avião em queda, se não constado os dados do problema na máquina ou robô, este não terá reação. Já um ser humano, que tem a capacidade de múltiplas simultâneas ações e segue a natureza da emoção, poderia encontrar uma solução ao problema.

Visto isso, a conclusão é de que ao manusear uma tecnologia nesse nível, que pode ferir questões éticas e morais, limites devem ser impostos. Os fabricantes destes devem se conscientizar e criar sistemas que interrompam o funcionamento das máquinas em situações fora de controle humano e leis à respeito da permissão de venda e compra desses itens deveriam ser criadas por parte governamental.