Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 04/11/2020

Foi a partir do século XVII em que a sociedade teve de encarar muitas revoluções começaram acontecer. As pessoas acreditam que a Quarta Revolução Industrial acompanha o desenvolvimento da Inteligência Artificial juntamente de diversos problemas, principalmente éticos e moral. Entretanto, o Brasil ainda é um país que não tem uma diretriz clara sobre assunto, o que se torna um fator à se preocupar uma vez que, com as máquinas substituindo os trabalhadores, aumentou a presença dos mesmos no cotidiano da vida das pessoas, sem ter como atenuar.

Primeiramente, segundo o filósofo Karl Marx, com o transcorrer do capitalismo, ocorreu o chamado  “materialismo histórico” que retificou o significado de produtor e produto, em que substitui o homem fazendo suas funções, desumanizando-o. Diante disso, o cenário atualmente do mercado de trabalho está em constante transformação, mas com a falta de imposição de regras, até onde a Inteligência Artificial executa certas funções, ao ocupar o cargo de um profissional é algo de se preocupar, pois é difícil de se pensar como máquinas realizarão cirurgias, armas, etc.

Segundamente, o sociólogo Zygmunt Bauman analisou que a fluidez atinge as áreas sociais, o que facilita a expansão dos dados informacionais. Dessa forma, a Lei de Proteção de Dados, se incube a privacidade de cada indivíduo, mas não  há explicitamente algo sobre entraves que ferem a ética e a moral relacionadas à Inteligência Artificial. Com isso, os chatbotts, usados principalmente pelas lojas onlines, são capazes de ter acesso às informações que descumpre a segurança da pessoa, gerando a desconfiança do estabelecimento.

Por conseguinte, é claro os impasses da Inteligência Artificial e a necessidade de haver um controle. Então, é dever do Legislativo promover uma regulamentação do limites éticos e morais da atuação dessa inteligência, havendo a supervisão do trabalhador junto às máquinas, para que os direitos humanos sejam garantidos. Junto à isso, é indiscutível adicionar uma cláusula na Lei Geral de Proteção de Dados, diante das transparência que as empresas têm que ter com seus clientes, até onde os dados são armazenados para que haja uma transparência e consequentemente uma confiança nessa medo de serviço.