Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 06/11/2020
Os estudos da Inteligência Artificial (I.A.) surgiram por volta de 1950 e, atualmente, o tema já é precursor da quarta Revolução Industrial no mundo. No Brasil, desde 1988, a Constituição Federal determina que o Estado promova o incentivo e o desenvolvimento tecnológico. Decerto que a I.A. gera diversos benefícios para o progresso da humanidade, porém, é necessário observar os desafios para que essa evolução seja limitada pelos princípios éticos e morais humanos.
A priori, urge a imposição de normatização do uso da I.A. no Brasil, isso sugere a atribuição de responsabilidade para seus idealizadores no tocante aos Direitos Humanos, Ética, não discriminação, práticas transparentes e adequadas aos seus clientes. Atualmente, o sistema encontra-se totalmente desamparado, fazendo com que as grandes empresas vendam informações dos usuários, sem o devido consentimento, utilizando seus dados por meio das pesquisas, redes sociais, interesses e escolhas.
Ademais, é primordial que tal regulamentação determine que certas áreas mais frágeis da humanidade sejam revisadas por seres humanos. Isso porque a utilização de logaritmos realiza suas conclusões, muitas vezes, de forma tendenciosa, não atribuindo a devida isonomia necessária nas relações interpessoais. Para exemplificar, nos EUA, o Poder Judiciário já utiliza a I.A. para proferir sentenças e, após estudo, verificou-se condenações baseadas na cor da pele por parte dos robôs.
Sendo assim, verifica-se que não há dúvidas em relação aos aspectos positivos e progressistas oriundos das inovações tecnológicas. Entretanto, resta a correta utilização a fim de que não sejam infringidas normas éticas e morais da humidade. Com a finalidade de iniciar esse projeto, é preciso que o Poder Legislativo brasileiro julgue o tema com a devida prioridade, avançando de forma mais ágil na regulamentação, por meio de Ministérios técnicos e expertos no tópico, para alcançar a correta utilização da tecnologia a curto prazo.