Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 08/11/2020
A Inteligência Artificial, hodiernamente, é um assunto que deve ser discutido e analisado em âmbito mundial. Apesar dessa tecnologia ser um grande avanço e contribuir para a humanidade em diversas áreas, como em pesquisas e segurança, deve-se considerar que fatores éticos e morais são determinantes para avaliar os limites do seu desenvolvimento, já que podem ser geradas consequências graves tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. Nesse sentido, urge uma medida de intervenção cuja finalidade seja resolver esse problema.
Em primeira análise, é necessário considerar a existência de diversos motivos que explicam os impasses em relação ao desenvolvimento da Inteligência Artificial. De acordo com o astrofísico Stephen Howking, esse poderia ser o último evento da história humana caso não se aprenda a evitar os riscos. Isso se refere ao fato de ser difícil prever até que ponto as máquinas obedeceriam ou agiriam semelhante aos humanos. Por isso, deve-se considerar possíveis falhas em tarefas, desde a uma conta feita em uma caixa de supermercado até um erro na pilotagem de um avião. Também deve-se ponderar a possibilidade dessas máquinas se aprimorarem sozinhas, passarem a não gostar de humanos e começarem a tomar decisões por conta própria, o que seria um grande problema para a humanidade e colocaria vidas em risco.
Ademais, segundo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um organismo biológico. A partir disso, infere-se que, se uma célula (indivíduo) for afetada, todo o organismo (sociedade) poderá sofrer consequências. Fazendo uma analogia à Inteligência Artificial, depreende-se que até mesmo os pontos positivos dessa engenharia pode gerar consequências negativas para o indivíduo e para a sociedade, como o fato de um ser humano não conseguir competir com a inteligência de uma máquina e também não conseguir atingir a mesma eficiência e produtividade, o que levaria a um desemprego em massa, afetando todo o sistema de uma sociedade, como a extinção ou substituição de humanos por robôs em diversas profissões.
Logo, cabe aos Estados juntamente à comunidade científica criar um Conselho Mundial que debata esse tema mensurando os pontos positivos e negativos, por meio de reuniões e votações online que considerem a opinião de todos os países, os quais também deverão abrir uma consulta pública pela internet, levando em consideração o que sua população pensa sobre esse assunto antes de darem seu voto no Conselho, a fim de considerar todos os fatores éticos e morais antes de continuarem a desenvolver a Inteligência Artificial sem estabelecer limites e protegerem a humanidade. Assim será dado o primeiro passo para a resolução desses impasses.