Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 07/11/2020

Na série animada “The Simpsons”, o protagonista Homer vai a um restaurante e realiza seu pedido. Sua refeição é entregue por uma funcionária artificial. O personagem estranha a inteligência da máquina e pergunta ao dono do estabelecimento o porquê do emprego de robôs e ele explica que a modernidade “contagiou-o”. Assim, ao relacionar a ficção à realidade brasileira, é válido afirmar que a elevação do emprego de aparelhos com capacidades não racionais pode acarretar impasses, como a redução do uso da mão de obra humana e o aumento do preço dos produtos. Por consequência, são necessárias medidas para reverter esses problemas.

Em primeira análise, no desenho Futurama, o personagem Fry vive no ano 2980, que é marcado por tecnologia e inovações. Ao tentar conseguir um trabalho, ele é dispensado por duas lojas. Na terceira, ao ser novamente recusado, ele pergunta o motivo da não aprovação para a vaga de emprego. A gerente do local explica que prefere contratar máquinas, pois, segundo ela, são mais eficientes. Logo, ao analisar o aspecto mencionado, é possível afirmar que o crescimento da utilização de maquinários pode reduzir a contratação de seres humanos, uma vez que eles são considerados mais eficientes por serem mecânicos e poderem ser concertados após alguma falha.

Outrossim, na série “Modern Family”, o personagem Jay vai a um estacionamento e é recepcionado por um atendente mecânico. Ao estacionar seu veículo, ele passa três horas resolvendo seus compromissos na rua e, ao retornar para pegar o carro, ele pega sua conta. Ao observar o valor cobrado, ele questiona ao atendente o porquê da elevação dos custos para estacionar seu automóvel e ele responde que era por causa do gasto que o patrão tinha com ele, dado que precisava de concertos constantemente. Por conseguinte, é necessário ressaltar que o emprego de aparelhos com capacidades não artificiais fomenta o aumento do preço das mercadorias, já que há a maximização dos custos com as máquinas, dado que necessitam de reparos.

Desse modo, são necessárias ações capazes de mitigar essas problemáticas. O Ministério do Trabalho deve suprimir o ato da não contratação da mão de obra humana, por meio da aplicação de multas às empresas que aceitem apenas o trabalho realizado por maquinários, a fim de que haja a elevação do emprego de indivíduos racionais. Ademais, o Ministério da Economia deve garantir a prevalência do preço dos produtos feitos por robôs, por intermédio de subsídios às fábricas que usam esse tipo de tecnologia, a fim de que não ocorra o aumento do valor das mercadorias. A partir dessas atitudes, o combate aos impasses éticos e morais na utilização de inteligência artificial terá êxito.