Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 22/11/2020

Monopólio Artificial

O filme Ex Machina de Alex Garland, retrata a criação de uma inteligência artificial com aspectos de uma mulher humana, capaz de interagir de maneira extraordinária com as maiores redes de manipulação de dados do mundo, e que por sua vez deixa em cheque relações humanas como afetividade, moralidade e ética. Nesse contexto, fora da ficção para o mundo atual, percebe-se que há uma enorme preocupação no uso excessivo e descontrolado de ferramentas tecnológicas, devido  a segurança ineficiente dos sistemas digitais  e a falta de conhecimento sobre o funcionamento dessas ferramentas.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que a segurança ineficiente de alguns sistemas digitais implicam em várias falhas, dentre elas a exposição de dados pela utilização de algoritmos de pesquisa e busca e processamentos de linguagem natural que otimizam o aprendizado de máquina sem um adequado sistema de proteção contra possíveis invasores. Segundo o filósofo Nick Bostrom, é imprescindível que antes de se criar qualquer inteligência artificial deve-se estabelecer regras que garantem usá-la de forma segura e assim evitar conflitos. Sob esse viés, é possível depreender que uma reestruturação e organização mais efetiva faz-se necessária nesse sistema de segurança

Ademais, outro fator existente, é a falta de conhecimento sobre o funcionamento das ferramentas tecnológicas, uma vez que o indivíduo torna-se refém delas. Nesse interim, observa-se que o avanço, por exemplo, de automóveis autônomos e o uso de programas de computadores para tomadas de decisões, com base em dados obtidos, tem alavancado muitos dúvidas e receios aos seus usuários, visto que a desinformação gera alienação e também eventuais erros e acidentes à “geração Z”. Um exemplo positivo é a utilização de sistemas ciberfísicos em empresas que é definida  basicamente como “A ponte entre o mundo real e o mundo virtual”, proporcionando maior credibilidade e transparência em suas atividades.

Portanto ,em face a essa realidade, é cabível ao Estado na figura do Ministério da Educação atenuar a problemática do quadro atual, por meio de ações educativas como propagandas publicitárias em redes sociais que busquem conscientizar as pessoas dos riscos inerentes no mundo cibernético, além de oficinas ou até mesmo adicionar a base comum curricular das escolas matérias relacionadas as tecnologias de informação, e dessa forma evitar a alienação e o descontrole dos importantes artifícios de inteligência artificial.