Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 10/11/2020
Ao longo dos anos, as revoluções tecnológicas abasteceram o mercado de trabalho com diversos novos serviços a serem cumpridos, em contra partida, vários outros foram sendo mecanizados, se tornando desnecessária a mão de obra humana. Sobretudo, em países de primeiro mundo, diversos serviços domésticos têm se mostrado sendo executados por inteligências artificiais. Isso se evidencia tanto pela alta nas taxas de desemprego quanto pela enorme quantidade de novas ias criadas nos últimos anos.
Em primeiro ponto, cabe mencionar que segundo pesquisa divulgada pelo G1 em 2018, cerca de 16 milhões de pessoas ao redor do mundo perderam seus empregos, pois foram criadas ias que o fariam de forma mais eficiente. Ainda que os rumos sejam de sempre haver mais e mais inovações, surge o debate se tais ações seriam eticamente corretas, pois enquanto milhões ganham uma nova função, outros milhares se veem sem expectativa de adentrarem novamente no mercado de trabalho.
Em segundo ponto, pode-se mencionar as questões destacadas pelo pensador brasileiro Luiz Ponde, que ressalta que nos tempos modernos não seria moralmente correto a substituição da mão de obra humana pela mecânica, pois quanto maior o número de desempregados, menor será a quantia circulando. Tal pensamento agrega para que em breve o uso de inteligências artificiais seja visto como algo negativo e que cada vez mais será valorizada a mão de obra qualificada.
Portanto, evidenciasse a importância que as Ias terão num mundo próximo, porém, para que os humanos não fiquem para trás, será necessário que as grandes empresas, juntamente de incentivo governamental, criem programas que sejam capaz de tornar essas pessoas aptas a entrar no mercado de forma em que possam trabalhar em conjunto as tecnologias, tornando o trabalho em algo simbiótico. Dessa forma tanto as pessoas quanto as ias poderão ser utilizadas.