Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 12/11/2020

No filme “Eu, Robô”, obra inspirada no conto do autor Isaac Asimov, é narrado o dilema e a preocupação da sociedade com o advento da inteligência artificial e seu impacto no mundo. Tal cenário se aplica nos dias atuais, onde essa aflição está presente e é causada principalmente pelos ainda recorrentes  riscos apresentados e pelo medo de subjugação da humanidade pelas máquinas.

Primeiramente, deve-se citar que as máquinas estão sendo inseridas primeiramente em aspectos mais comuns, como atividades domésticas e automobilísticas. Mas, já nesses pontos estão ocorrendo erros, como os inúmeros acidentes de trânsito envolvendo pilotos automáticos em 2019, o que mostra que tais tecnologias precisam ser aprimoradas, como criticou Karl Marx em relação a Revolução Industrial, que causou inúmeras mortes devido seu modo ainda arcaico de funcionamento.

Além disso, vários estudiosos citam a paupável possibilidade das inteligências artificiais superarem a humanidade. O filósofo sueco Nick Bostrom, da Universidade de Oxford, afirma que com a imparável evolução das máquinas, é improvável que o cérebro que o cérebro humano possa competir com o cérebro das mesmas, o que gera um sentimento de medo das pessoas quanto o uso das inteligências artificiais na sociedade.

Portanto, ficaram claros os motivos que causam o impasse do uso da inteligência artificial e que elas precisam ser solucionadas. É necessário que empresas de tecnologia como a Tesla, do empresário Elon Musk, invista na melhoria da segurança de suas tecnologias, como o ensinamento a uma obediência mais severa às leis de trânsito, e que sejam postos limites éticos e morais nas máquinas, como sugeriu o cientista Stephen Hawking, para que assim tais dilemas sejam superados.