Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 13/11/2020

‘Blade Runner 2049’ trouxe de volta o debate ético acerca das inteligências artificiais. Entretanto, o filme não explorou o caráter econômico do assunto, deixando de lado a empregabilidade, que, sem sombra de dúvidas, será muito afetado com o advento da inteligência artificial. Ademais à essa problemática, há também impasses científicos, com diversas alegações que frear o avanço da IA, poderia causas um sério déficit desenvolvimentista.

Toda tecnologia criada nas décadas passadas, foram consideradas grandes avanços científicos, e se tratando de criar IA, para alguns, não seria diferente. Consoante com o pensamento da última década, uma nova tecnologia não poderia causar, se não, avanço. Porém diversos intelectuais da área não seguem este tipo de pensamento. Ellon Musk, por exemplo, compara a criação de uma IA à invocação demoníaca. Contudo, todo esse maniqueísmo afeta a criação da inteligência artificial, que certamente pode ser benéfico para a sociedade.

Com relação a um tópico tão delicado quanto esse, é preciso ser um pouco epicurista. Fugir do que é ruim, que aqui, pode ser entendido como uma busca por suas falhas. Outrossim, buscar temperança, entendido em seus benefícios pode acarretar em bons frutos.

Portanto, desmistificado o tópico, é preciso lidar com os problemas sociais dessa tecnologia. Mais precisamente, empregabilidade, o problema que ninguém pode negar, estando a favor ou contra. Por isso, cabe aos pesquisadores, através de programação e pesquisa, limitar o uso da IA, para que ela não roube o emprego dos humanos. Não só os pesquisadores, mas também o Estado, que deve usar seu poder controlador para limitar o fornecimento deste tipo de serviço, a fim de minimizar o desemprego. Dessa forma, a humanidade poderá caminhar para uma inteligência artificial de maneira segura e controlada.