Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/11/2020

No filme “Eu sou Mãe” uma Inteligência Artificial cria e educa um bebê até sua adolescência, período em que descobre a manipulação de ética duvidosa de sua mãe. Tal filme representa de forma semelhante à realidade os receios da sociedade em relação à criação de Inteligências Artificiais, softwares que raciocinam, criam e decidem sem intervenção humana. A capacidade de decidir de acordo com uma ética mutável assusta os humanos, além da sua capacidade de substituir e superar os humanos em diversos aspectos.

Em primeiro plano, é necessário salientar que muitas vezes na história mundial a desinformação gerou conflitos, como a Revolta da Vacina, que apenas ocorreu pois os médicos vacinaram as pessoas a força, sem explicar a elas o que de fato era a vacina. Da mesma forma, na atualidade a sociedade teme a capacidade das Inteligências Artificiais de tomarem seus empregos e se tornarem independentes e causem danos à sociedade. É fato que algumas profissões irão se tornar obsoletas como já ocorreu antes - como o caso dos cobradores de ônibus  que foram substituídos por softwares - entretanto, outras profissões surgirão e o Estado, que é submetido à Constituição, tem como obrigação criar e executar políticas públicas para que os cidadãos se adaptem às mudanças sociais e tenham segurança.

Em segundo plano, é interessante observar que os criadores de I.As irão considerar em sua criação algo como a lei presente no filme “Eu Robô”, em que os robôs ficcionais eram impossibilitados de causar qualquer mal aos seres humanos. É claro que os softwares  não terão um senso de ética e moral como observamos presente na sociedade, pois nem mesma essa é igual em todos os lugares do globo, mas durante o desenvolvimento das I.As limites são criados e um comportamento nocivo não é o desejado, portanto será evitado a todo custo.

Neste ínterim é basilar que a Mídia prefira publicar mais notícias que expliquem como é o processo de criação das Inteligências Artificias, por meio das Redes Sociais, televisão e rádio, atingindo todas as faixas etárias, a fim de que a desinformação seja evitada, e deste modo a confiança da sociedade será conquistada. Ademais, é importante que o Estado também acompanhe o desenvolvimento e adapte suas políticas públicas a fim de que o advento das Inteligências Artificiais não deixe os brasileiros desamparados. Com essas medidas, é esperado que situações como as do filme apenas pertençam à ficcão, e não às desconfianças e preocupações dos brasileiros.