Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 16/11/2020

A “revolução das máquinas” é um tema muito abordado na cultura pop, com obras sobre um possível futuro distópico no qual as inteligências artificiais se tornam superiores aos humanos e decidem se revoltar, tais como os filmes Matrix e Exterminador do Futuro. Contudo, a realidade é muito mais simples: A desordem social poderia ser ocasionada indiretamente, pois as inteligências artificiais substituiriam a mão de obra humana, gerando desemprego e miséria. Além disso, robôs que pensam por si mesmos podem ser imprevisíveis, sendo motivo de insegurança para o público geral.

Em virtude da mecanização do campo, o fenômeno do êxodo rural teve início e, consequentemente, houve um aumento exponencial do desemprego e pobreza. Uma vez que todas as atividades relacionadas ao trabalho braçal sejam realizadas por máquinas, é possível que uma situação parecida aconteça novamente, contribuindo para o aumento do número de pessoas miseráveis. No entanto, o uso de robôs aumentaria muito a produtividade e seria excelente em trabalhos insalubres ou que ofereçam risco para a saúde humana, tais como mineração, soldagem e radiologia.

Outro ponto que é motivo de preocupação é a possibilidade de os robôs agirem de acordo com suas próprias motivações. Vários experimentos com esse tipo de tecnologia evidenciaram a capacidade dos robôs desenvolverem métodos de comunicação criptografada, permitindo que conversem de forma secreta e nem mesmo os cientistas foram capazes de desvendar as mensagens.

Analisando dessa forma, sem sucumbir ao pânico, é possível compreender que robôs mais inteligentes são positivos para a sociedade quando aplicados corretamente. É necessário que a transição para o uso ainda mais extensivo de máquinas seja gradual e planejada a fim de evitar uma crise econômica, focando em oferecer educação especializada em áreas nas quais o trabalho de pessoas é indispensável, como a comunicação, as engenharias e a própria tecnologia. É normal ter receio de coisas novas, porém em breve os robôs serão mais comuns e ficará claro que eles não são inimigos, e sim ferramentas para a melhora da vida das pessoas.