Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 18/11/2020
Na obra “Utopia’’, escrita pelo filósofo Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social se padroniza pela total ausência de conflitos. Fora da ficção, indaga-se que os desafios éticos e morais que circundam a inteligência artificial apresentam problemas para a concretização dos planos de More. Nota-se, primeiramente, que o distúrbio deriva-se da ausência de uma conduta moral que possa abranger o quadro descrito. Porém, também é propagado pelo desenvolvimento desenfreado das tecnologias de ponta, dessa forma, ocasionando o não acompanhamento intelectual do ser-humano, tornando-os obsoletos. Diante da situação supracitada torna-se evidente a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da ordem social vigente.
Precipuamente, é fulcral pontuar que o óbice deriva da ausência de planos de conduta no que tange a inteligência artificial. Ao ter esse pressuposto em mente, o filósofo Arquimedes afirma, “Com um apoio, é possível mover o mundo”. A partir disso, é possível afirmar, claramente, que a linha de raciocínio anteriormente prevista não tem validez na atual conjuntura mundial. Exemplo disso é visto com a utilização de robôs para fazer cirurgias sem o monitoramento de médicos. Quem mais sofre às consequências da propagação da mazela são as próprias pessoas, na qual têm suas vidas postas a risco devido ao descaso de alguns profissionais da saúde.
Por consequência de tudo isso, é primordial acentuar o desenvolvimento desenfreado das tecnologias de ponta como fator impulsionador da mazela. A partir do exposto, Thomas Hobbes declara, “O Estado é quem deveria garantir o bem-estar de seus cidadãos”. Com base nisso, é notório expor que os governos pouco para limitar o desenvolvimento das tecnologia de ponta. As consequências da manutenção dessa atitude atitude estatal são às mais diversas, como principal exemplo tem-se, a continuidade do desemprego estrutural, isto é, a tecnologia que, em tese, deveria vir para auxiliar na melhora da vida urbana, acaba gerando desemprego em massa, com isso, gera-se uma anomia social.
Diante do exposto, é necessário à adoção de medidas com o propósito de atenuar o quadro descrito. Em suma, o governo e as empresas têm papéis fundamentais. Ambos, a partir do redirecionamento de capital para o Ministério da Cidadania, devem criar censos públicos, nas quais perguntarão à população até que ponto as tecnologias devem ser desenvolvidas, sem que afetem a sua vida social e econômica. Em adição, deve ser redigido e difundido a nível e acordo mundial, um código de conduta relacionado ao uso dessas tecnologias , propondo limites para a sua utilização. Logo, o estresse citado deixará de causar influência na concretização dos planos de More, isto é, propagando a utopia.