Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 20/11/2020
A Terceira Revolução Industrial, que entrou em vigor a partir da década de 1970, marcou do desenvolvimento da inteligência artificial (IA), usada em áreas como a análise de dados e a assistência virtual. Todavia, o uso dela está associado a diversos impasses éticos e morais. Nesse contexto, torna-se evidente não só os efeitos sobre a liberdade mas também a substituição do homem no mercado de trabalho.
A princípio, a utilização da inteligência artificial é um empecilho ao direito de liberdade do indivíduo. Na internet, por exemplo, a análise de interesses do usuário conectado à rede, por meio dessa ferramenta, cria padrões de gostos, costumes e comportamentos. Consequentemente, tal mecanismo, ao ser controlado por empresas e governos, podem ocasionar a manipulação do indivíduo. Assim, vê-se que a IA é um problema que afeta diretamente a autonomia e a privacidade de dados do homem contemporâneo.
Ademais, o uso dessa tecnologia pode desencadear o declínio da mão de obra humana no setor produtivo. Sob esse viés, durante a Primeira Revolução Industrial ocorreu a introdução de máquinas, o que provocou a retirada do homem no contexto da fábrica. Analogamente, a criação de mecanismos inteligentes artificiais, tais como os veículos autônomos, pode gerar o desemprego em massa, fomentando as desigualdades sociais. Desse modo, urge a adoção de medidas que reduzam os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho.
Destarte, faz-se necessário intervir sobre todos esses efeitos gerados. Para tanto, é preciso que cada país, por meio da aprovação de leis que restrinjam a análise de dados, promova uma diminuição da manipulação do indivíduo no ambiente online. A partir disso, os impactos sobre a liberdade seriam resolvidos. Além disso, a OIT(Organização Internacional do Trabalho) deve fornecer cursos profissionalizantes à classe trabalhadora, a fim de reduzir as alterações da inteligência artificial nas atividades produtivas.