Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 19/11/2020

É notório que a quinta geração de redes móveis de internet - o 5G - fez a humanidade entrar em uma nova era de conexões, a chamada Internet das Coisas. Com esse advento, há também um crescimento na criação de inteligências artificiais, e com esse aumento, a responsabilidade e os impasses éticos entre o que é dever humano e o que é dever de uma maquina. Logo deve haver mais investimento em seu uso correto e moral, para que a humanidade possa desfrutar desse privilegio de forma segura.

Em primeira análise, vale salientar que toda e qualquer IA (inteligência artificial) necessita de programação humana. Isso significa que uma maquina só pode desempenhar uma função pela qual foi designada, e só podem tomar decisões que já foram pré calculadas no momento de sua programação, segundo o filósofo Nick Bostrom. Nesse sentido, um carro autônomo não poderia evitar um acidente de transito, pois tal acidente não está em seu banco de dados para tomada de decisões, como foi o caso do acidente fatal com um carro autônomo Tesla em 2016, nos EUA.

Não obstante, o investimento na criação de IAs que possam desempenhar funções humanas é maior que o investimento para que elas sejam desenvolvidas de forma segura. Dessa forma, novas tecnologias são criadas sem levar em conta sua segurança, afinal, em um acidente de trânsito há leis que possam punir possíveis erros humanos. Contudo, não há como punir uma maquina por um erro fatal, e de acordo com Aristóteles “A lei é ordem; e uma boa lei é uma boa ordem”.

Dado o exposto, é mister que haja políticas para mitigar a problemática. Cabe ao Estado criar maneiras de regulamentar o uso da Inteligência Artificial. Através da criação de um departamento especializado em tecnologia, supervisionar e estipular testes e medidas de segurança no uso das IAs em diversos setores, como saúde, segurança e transporte. Assim, toda e qualquer nova Inteligência Artificial passará pela aprovação do setor público, para obter a certeza de ser um serviço seguro à população. Somente assim, a IA será um companheiro e não um inimigo.