Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 19/11/2020
Sem medo do futuro
A discussão sobre as implicações morais da Inteligência Artificial (IA) deixou de fazer parte apenas da ficção científica e virou realidade. Os riscos assustam, mas, na maioria das vezes, esse medo é ainda infundado. Se em cem anos a IA será uma ameaça, não é possível saber. Hoje, no entanto, ela pode representar uma redução nos problemas já existentes. Falhas mecânicas e erros humanos, por exemplo, poderão ser reduzidos com a ajuda da IA.
Dados da CET Rio mostram que todos os dias, em média, ao menos cem veículos enguiçados são rebocados das principais vias da cidade do Rio de Janeiro. Entretanto, com o auxílio de IA, os carros do futuro poderão detectar falhas mecânicas com precisão e rapidez. O dono do carro teria condições, então, de já encaminhá-lo para o reparo, muito antes do sinistro acontecer. E isso reduziria substancialmente as retenções causadas por enguiçamentos.
Além disso, erros humanos são muito comuns e são também as principais causas de acidentes. É fato notório a discussão nos E.U.A. sobre se idosos deveriam ou não ter o direito de dirigir, dado que seus reflexos e visão são abaixo da média da população geral e tendem a causar mais colisões. Esse tipo de discussão ficaria, no entanto, sem sentido se os idosos pudessem comprar carros que, com IA, assumem o controle do veículo quando detectam alta probabilidade de acidente. Pois isso tornaria irrelevantes as suas inaptidões inerentes à idade e à condição humana.
Portanto, apesar do medo que a IA causa na população, há muitos benefícios que serão realidade em breve graças a essa tecnologia. Uma solução para diminuir esse receio seria a realização, por parte das empresas de IA, de campanhas nas mídias sociais para conscientizar a população dos seus benefícios. Pois isso aumentaria com o tempo a aceitação. Como não é possível frear o progresso, é necessário entendê-lo.