Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 24/11/2020
No seriado televisivo “Black Mirror” é exposto o modo como a relação contínua com a tecnologia é apta a guiar os conceitos dos indivíduos e mudas suas escolhas sem se atentar com os princípios morais. Nesse caso, a fantasia não distingue-se da realidade atual, na qual a Inteligência Artificial (I.A) foi capaz de substituir os humanos em diversas funções, além disso, para usufruir dessa ciência é necessário conceder dados pessoais que são naturalmente usados para o proveito de grandes empresas. Desse modo, cabe analisar como a falta de privacidade e de controle dos usuários fomenta a problemática.
Primeiramente, é incontestável que os robôs conseguem exercer muitas funções de um humano, com o desenvolvimento da inteligência artificial, a máquina, por sua alta produtividade em pouco tempo, substitui a mão de obra do homem no mercado de trabalho. Consequentemente, é coeso que tal fato contribui para o aumento da desigualdade econômica no mundo, se torna perceptível a construção de um cenário desafiador para a sociedade contemporânea.
Em adição, outra questão a destacar é que a carência de privacidade nas plataformas factuais colabora com as adversidades éticas e morais da I.A. Por exemplo, em um capítulo da série apresentada posteriormente, “Black Mirror”, um aplicativo de relacionamento ranqueava indivíduos com base em vários dados, conduzindo os usuários nas suas escolhas. Dessarte, é visível que os internautas são expostos a um conteúdo limitado na internet em virtude de mecanismos filtradores de informações a partir do uso diário individual.
Portanto, é evidente que o mau uso da inteligência artificial é um problema para a sociedade. Desse modo, cabe aos Estados gerar leis que aspirem equilibrar o trabalho com os humanos e robôs, as quais precisam impossibilitar as indústrias de empregarem somente máquinas, na intenção de diminuir o desemprego estrutural. Ademais, é encargo dos ministérios devidos de cada país, produzirem avisos dinâmicos para serem expostos em plataformas de streaming de vídeo, os quais elucidem os cidadãos a respeito desses mecanismos, com o intuito de informar a população sobre a invasão de privacidade e o controle de dados promovidos pelos computadores. Assim, poder-se-á amenizar as dificuldades enfrentadas pela inteligência artificial.