Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 20/11/2020
A reflexão diante do papel das inteligências artificiais na sociedade.
“Toda ação gera uma reação”. Esse pressuposto, a Terceira Lei de Newton, pode ser associado à utilização de inteligência artificial mundialmente. Afinal, essa ação inovadora acarreta reações danosas, como o desemprego estrutural, gerando, assim, impasses éticos e morais em meio a sociedade.
Em primeira análise, é perceptível que o advento dessa tecnologia no cotidiano acentua características prejudiciais aos homens, como o ócio exacerbado, uma vez que essa ciência desobriga o homem de atividades as quais ela tem a capacidade de substituí-lo. Isso é ratificado mediante o filme “Wall-E”, que retrata andróides controlando os hábitos alimentares, a rotina e a própria nave dos tripulantes, criando um ciclo de submissão comportamental.
Outro motivo que evidencia o entrave supracitado é o exercício da inteligência artificial integrado aos algoritmos cibernéticos, posto que essa combinação subordina o usuário à homogeneização de pensamentos e, dessa forma, à alienação da realidade. Por conseguinte, conforme os ideais da Escola de Frankfurt, veículos de comunicação exercem domínio geral e inibem o desenvolvimento de criticidade, tendo sua influência potencializada com a adição das “A.I’s”.
Ademais, tal questão também transforma as relações sociais da contemporaneidade, visto que ela implica no individualismo que tange o isolamento social. Por exemplo, no longa metragem “Ela”, o protagonista Theodore se apaixona por seu sistema operacional, que contém uma conduta previsível e favorável aos interesses dele, culminando no seu afastamento da sociedade concreta. Outrossim, essa ciência suscita malefícios estruturais, como o desemprego, ocasionando problemáticas socioeconômicas em que indivíduos são submissos às condições de pobreza. Demonstra-se essa situação com o jogo eletrônico “Detroit : Become Human “, na qual cidadãos protestam contra a queda vertiginosa de empregabilidade e a miséria oriundas da substituição de mão de obra humana pela robótica.
Portanto, considerando o exposto, é fato que a inteligência artificial causa inúmeros dilemas. Logo, torna-se medular que o Estado, responsável pelo bem-estar social, fomente a criação de novos cargos laborais em parceria com a iniciativa privada, a fim de balancear as funções destinadas aos humanos e às tecnologias, assim, impedindo o nocivo desemprego. Além disso, é fundamental que a Mídia, difusora de ideais, incentive a produção de conteúdo sobre o impacto dessa ciência relativo aos hábitos e às relações humanas, através de comprovações psicológicas, com o intuito de informar a todos acerca desse possível mal. Diante disso, essas ações vão totalizar reações positivas.