Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 22/11/2020

Reflexos da inteligência artificial na contemporaneidade

“Toda ação gera uma reação”. Esse pressuposto da Terceira Lei de Newton pode ser associado à utilização de inteligência artificial mundialmente. Afinal, essa ação inovadora acarreta reações danosas, como o desemprego estrutural, gerando, assim, impasses éticos e morais em meio a sociedade.

Em primeira análise, é perceptível que o advento dessa tecnologia no cotidiano acentua características prejudiciais aos homens, como a subordinação, uma vez que essa ciência desobriga o homem de atividades as quais ela tem a capacidade de substituí-lo. Isso é ratificado mediante o filme “Wall-E”, que retrata robôs controlando os hábitos alimentares, a rotina e a própria nave dos tripulantes, criando um ciclo de submissão comportamental perante a dependência tecnológica de todos.

Outro motivo que evidencia o entrave supracitado é o exercício da inteligência artificial integrado aos algoritmos cibernéticos, posto que essa combinação subordina o usuário à homogeneização de pensamentos e, dessa forma, à alienação da realidade. Por conseguinte, conforme os ideais da Escola de Frankfurt, veículos de comunicação exercem domínio geral e inibem o desenvolvimento de criticidade, tendo sua influência potencializada com a adição das “A.I’s”.

Ademais, tal questão também transforma as relações sociais da contemporaneidade, visto que ela implica no individualismo que tange o isolamento social. Por exemplo, no longa metragem “Ela”, o protagonista Theodore se apaixona por seu sistema operacional que contém uma conduta previsível e favorável aos interesses dele, culminando no seu afastamento da sociedade concreta. Outrossim, essa ciência suscita malefícios estruturais, como o desemprego, ocasionando problemáticas socioeconômicas em que indivíduos são submissos às condições de pobreza. Confirma-se essa situação a partir do jogo eletrônico “Detroit : Become Human “, o qual apresenta um cenário de protestos contra a queda vertiginosa de empregabilidade e miséria oriundas da substituição de mão de obra humana pela robótica.

Portanto, considerando o exposto, é fato que a inteligência artificial causa inúmeros dilemas. Logo, torna-se medular que o Estado, responsável pelo bem-estar social, fomente a criação de novos cargos laborais recorrendo à investimentos monetários, em parceria com a iniciativa privada, a fim de balancear as funções destinadas aos humanos e às tecnologias. Além disso, é fundamental que a Mídia, difusora de ideais, incentive a produção de conteúdo sobre o impacto dessa ciência relativo aos hábitos e às relações humanas, através de comprovações psicológicas, com o intuito de informar a todos acerca desse possível mal. Diante disso, essas ações vão totalizar reações positivas.