Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 23/11/2020

Isaac Asimov, conhecido como o pai da robótica, em seu livro “Eu, Robô”, retrata contos de um futuro pouco distante, onde a Inteligência Artificial (IA) é utilizada de modo a otimizar as tarefas antes destinadas à humanos. Atualmente, sua implementação está presente desde o mais trivial até o mais complexo dos casos. Entretanto, como também citado por Asimov, seu uso pode criar impasses éticos e morais, além de trazer riscos à humanidade.

A priori, as Inteligências Artificiais –como o próprio nome já sugere– criam questões de natureza filosófica, uma vez que geram o debate sobre o que define uma consciência. No jogo eletrônico “Overwatch” essa mesma questão gera um conflito entre Robô e Homem, onde o primeiro adquire inteligência suficiente para conceber sua própria existência e clama, assim, por igualdade. Tal assunto também é debatido pelo matemático Alan Turing, o qual desenvolveu um método conhecido como “Teste de Turing”, que tem por objetivo discernir uma consciência humana de uma artificial. Presume-se, então, que seja apenas uma questão de tempo.

Por conseguinte, tendo em vista que não se trata de uma questão de “se” acontecer, mas sim “quando”, todos os riscos relacionados a esse advento devem ser considerados. É de se entender que, além de questões filosóficas, as vantagens da utilização das IAs podem sucumbir a desvantagens de dimensões catastróficas para o bem estar humano.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se precaver à possíveis ameaças provenientes de avançado nível tecnológico. Para tanto, cabe as grandes empresas desse âmbito, como Microsoft, Facebook e SpaceX, a formação de grupos de pesquisa para o estudo de IA, por meio de verbas destinadas aos mesmos. Tais riscos tendem a ser gradativamente minimizados.