Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 16/11/2021
No filme “Ela”, o escritor Theodore se torna cada vez mais dependente da tecnologia e isolado socialmente ao se apaixonar por um sistema operacional que possui dublagem feminina. Fora da ficção, com o advento da revolução técnico-científica, os indivíduos se viram cada vez mais reféns das tecnologias e da inteligência artificial, que pode ser extremamente negativa ao se popularizar a ponto de substituir a mão de obra humana e influenciar demasiadamente nas decisões cotidianas dos indivíduos.
Em primeiro lugar, sob a perspectiva filosófica de Pierre Lévy, vivemos, hodiernamente, em uma sociedade hiperconectada, na qual a tecnologia faz parte do dia a dia dos cidadãos. Nesse viés, a inteligência artificial mostra-se muito presente, atualmente, em cargos de trabalho que poderiam ser ocupados por seres humanos. Funções como as de operadores de telemarketing, caixas de mercado e até mesmo de coletores de lixo podem e já são desempenhadas por robôs. Assim, a substituição da pessoa pela máquina torna-se muito perigosa, o que denota que medidas devem ser tomadas para frear este imbróglio.
Ademais, é importante salientar que a influência da inteligência artificial nas decisões humanas é um ponto preocupante. Diante disso, o documentário “O Dilema das Redes” fala sobre o quanto as tecnologias são capazes de tornar um indivíduo passivo nas escolhas e até nas opiniões, o que nos conduz a um dilema ético. Nesse sentido, seres humanos são induzidos ao consumismo através do filtro de informações feito por um sistema de algoritmos, que mostra ao indivíduo principalmente o que ele gostaria de ver e adquirir. Nessa linha, diversos problemas são gerados, sendo algum deles: o consumismo e o descarte, além da padronização dos gostos.
Em síntese, medidas são urgentes. Dessa forma, cabe ao Governo, por meio do Poder Legislativo, a criação de um conjunto de leis que visem equalizar o trabalho humano e o robótico, como, por exemplo, proibindo que empresas utilizem apenas inteligência artificial em seus atendimentos. Por fim, cabe ao Ministério da Educação, através da parceria com empresas de publicidade e propaganda, a criação de comerciais televisivos com profissionais da educação que expliquem o quanto a tecnologia pode influenciar a decisão dos indivíduos, com o objetivos de mostrar os perigos dessa influência para a vida humana. Assim, a problemática será atenuada.