Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 26/11/2020

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, uma Declaração Universal dos Direitos Humanos a todos os titulares do direito à tecnologia, e à segurança. Contudo, o uso da inteligência artificial de forma descontrolada impede que a grande parte da população tenha acesso a esses direitos. Nesse sentido, ainda existem impasses para garantir o manuseio dessas novas tecnologias de forma ética e moral, com um estudo mais aprofundado das consequências desses avanços tecnológicos, e o estabelecimento de limites para eles.

De início, é inquestionável que as consequências da Inteligência Artificial ainda não é totalmente improvável, por isso é essencial antes de ocorrer maiores avanços que sejam realizados maiores estudos. Desse modo, todos os passos tecnológicos que serão dados, realizados de forma mais segura. Nesse viés, segundo o estudioso Albert Ainsten, “tornou-se aparentemente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”. Sob essa ótica, a submissão de alguns grupos sociais à tecnologia já é uma realidade concreta, e com o advento da Inteligência Artificial essa problemática se maximizaria, e isso ocorre principalmente por que esses avanços ocorrem de forma desmoderada, sem a realização de maiores pesquisas e informações.

Faz-se mister, ainda, salientar que a falta de limites para a Inteligência Artificial, maximiza as consequências negativas dessa nova tecnologia, isso porque a evolução descontrolada causa a “superinteligência”, quando uma máquina consegue se aprimorar sem a ajuda do ser humano. Dessa forma, essa problemática pode levar à extinção da humanidade pelas máquinas. Nessa perspectiva, de acordo com o filósofo Bostrom, que entre os anos de 2012 à 2013 realizou uma pesquisa com especialistas em tecnologia, sobre os avanços da Inteligência Artificial, em que estimaram que antes de 2050 há  uma chance de aproximadamente 50% de surgi uma I.A. capaz de realizar todas as profissões. Diante desse contexto, é necessário a implementação de limites para os avanços tecnológicas, para que não sejamos substituídos por máquinas, assim como acredita os estudiosos.

Infere-se ,portanto, que ainda há estraves para garantir a solidificação de políticas que visem o uso da tecnologia de maneira segura. Logo, cabe à Secretaria de Tecnologia, a implantação de condutas obrigatórias sobre a Inteligência Artificial, onde seja exigido um estudo aprofundado sobre as possíveis consequências e  que delimite as barreiras até onde podem chegar as novas tecnologias, com punições severas aos que infligirem as leis, deve ser implementado para toda a população, por meio de profissionais especializados. A fim de, garantir o uso da Inteligência artificial de forma ética e moral.