Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 01/12/2020
O conceito de Entropia, na Física, mensura o grau de desordem presente em um sistema termodinâmico. No entanto, fora da Ciência da Natureza, no que concerne aos impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial (IA), embora sejam observados benefícios, percebe-se a configuração de um problema entrópico no que tange ao controle da sociedade alienada e ao aumento do desemprego devido à substituição humana. Destarte, convém salientar as razões que trazem a tona essa problemática na contemporaneidade.
É importante ressaltar, o controle das pessoas que utilizam as plataformas digitais. Nesse contexto, a Terceira Revolução Industrial trouxe consigo um demasiado avanço tecnológico, o qual corrobora para o crescimento da IA. Desse modo, é notório o domínio dessa ciência sobre os usuários, o que gera conflitos éticos causados pela não proteção dos dados, além de ferir os direitos humanos. Portanto, faz-se necessário a criação de uma normatização legal que assegure a proteção de dados, a transparência científica e o não controle sobre os internautas, tendo como objetivo diminuir a vulnerabilidade populacional brasileira.
Outrossim, o desemprego é aliado dos impactos causados pela IA. Nesse sentido, o filme ‘‘Tempos Modernos’’, de Charlie Chaplin, relata a substituição de operários pelas máquinas, que promove a demissão dos empregados. Fora da ficção, não obstante, a eficiência delas é importante no campo trabalhista, contudo, para que diminua essa substituição, é imprescindível que haja mais pessoas instruídas e capacitadas no ramo técnico que busquem qualificar a mão de obra. Assim, haverá a minimização da alteração no trabalho.
Logo, é mister que medidas estratégicas são necessárias para alterar as implicações éticos e morais do uso da Inteligência Artificial. Para alterar esse cenário, urge que o Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, implementem, em todas as escolas públicas, o ensino técnico opcional, como cursos técnicos que não substituem a mão de obra humana, por meio de recursos financeiros de operações anticorrupção. Dessa forma, a desordem não estará presente na sociedade, apenas na entropia.