Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 20/12/2020
Na Constituição Federal de 1988, em vigor atualmente, são invioláveis a intimidade e vida privada dos indivíduos. Entretanto, o avanço exponencial do uso da inteligência artificial que pode violar a privacidade da população desfaz esse trecho constitucional. Outrossim, é a ausência de uma legislação que acompanhe de fato o soerguimento dessa tecnologia.
Em primeira análise, é necessária a compreensão do que é a inteligência artificial e como impacta a sociedade. Esse acervo tecnológico conhecido como I.A (inteligência artificial) tem como máxima habilitar máquinas a raciocinar como um ser humano comum. Tal intuito pode não só substituir pessoas por computadores, mas como também superar o cognitivo humano. Esse objetivo acaba prejudicando a contratação de trabalhadores já que esses estão sendo trocados por automatização em fábricas e afins.
Juntamente a substituição da mão de obra, essa tecnologia possibilita a violação de dados intímos e sigilosos em massa. E por sua vez, essa invasão de privacidade realizada por máquinas, mecanismos ultra presentes no cotidiano, coloca uma dúvida acerca de disponibilizar tantas informações em lugar que aparenta ser “sem leis”. Isso oriundo de brechas na legislação que não previa tais transgressões na privacidade dos seus cidadãos.
Em viés de solucionar a problemática, faz-se precisa medidas concretas para firmar um contrato social benefíco à população. Um terço dos deputados devem propor uma emenda constitucional que abranja os transtornos causados pelo avanço da inteligência artificial, que aprovada deverá entrar em ação. E também o Ministério Público realizando uma ação civil que proteja e invistigue a divulgação de dados pessoais de maneira ilegal por meio de agentes capacitados afim de assegurar a segurança dos cidadãos brasileiros.