Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 18/12/2020

“A tecnologia move o mundo”. A frase de Steve Jobs demonstra a realidade das relações humanas com a tecnologia no século XXI. Essa nova ciência vem se modificando, e a sua nova área desenvolvida é a Inteligência Artificial (IA), que promete revolucionar a vivência atual, por meio da criação de máquinas autônomas e robôs. Entretanto, a IA vem acompanhada de alguns impasses, como o risco de acidentes caso não haja forte monitoração e o aumento do desemprego.

Primordialmente, é preciso considerar o alto risco de acidentes com proporções alarmantes, caso não haja uma equipe especializada responsável pela tecnologia. Contudo, mesmo com os melhores profissionais, ainda há riscos de tragédias, como a que aconteceu em 2018, nos Estados Undidos, na qual um pedestre foi morto ao ser atropelado por um carro autônomo da empresa Uber. Nessa perspectiva, é notório que existem perigos e, por conseguinte, faz-se necessário testes e uma fiscalização extra.

Em segundo plano, pode-se notar que o uso de máquinas pode gerar um severo desemprego. Na Terceira Revolução Industrial, a criação de máquinas e seu uso em empresas foi a causa para a demissão de diversos trabalhadores. Nesse cenário atual, em que cada vez mais tecnologias estão surgindo, pode-se esperar uma situação semelhante à ocorrida em meados do século XX, caso medidas não forem tomadas.

Diante do exposto, faz-se mister que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, inclua aulas de informática na grade curricular obrigatória de escolas. Assim, por meio da contratação de profissionais especializados e da fiscalização dos Governos Estaduais de que as aulas estão sendo inclusas em seus colégios, é possível preparar os jovens para o mercado de trabalho tecnológico que irão encontrar. Ainda, emerge a necessidade de uma cobrança, por parte do Governo, de uma maior fiscalização das empresas em relação à suas máquinas. Dessa forma, os impasses da IA poderiam ser minimizados.