Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 24/12/2020
A inteligência artificial, apesar de trazer inúmeros benefícios para a sociedade, como por exemplo, auxiliar na cura de doenças e na automatização de tarefas, se esbarra em questões éticas e morais, tanto de seus criadores quanto das próprias máquinas, visto que o mal uso desta tecnologia pode trazer danos irreparáveis para a população, como a divulgação inadequada de dados das pessoas e o comportamento indevido de robôs.
Foi divulgado na revista “Abril”,que,com o surgimento da pandemia,neste ano,2020,o governo chinês começou a monitorar a população por meio de reconhecimento facial e dados coletados de sites de compras, como por exemplo, o Alibaba, com o intuito de controlar quem tinha o vírus e quem poderia circular pela cidade.Desse modo,apesar das medidas ajudarem na conteção do vírus, questões éticas foram levantadas, pois, as informações de cada indivíduo eram usadas sem o consentimento e de forma indevida, já que estavam armazenadas em sites de e-commerce.
Contudo, a situação está longe de ser resolvida.Tendo em vista que, em 2016, a Microsoft criou um robô que interage nas redes sociais e vai aperfeiçoando o seu repertório à medida que vai conversando com outros usuários.Porém, em pouco tempo, Tays, como é chamada a robô, começou a reproduzir mensagens de ódio contra as pessoas que interagiam com ela.
Medidas,portanto,são necessárias para resolver o impasse.Em um primeiro plano, a ONU(Organização das Nações Unidas) pode ajudar nisso, promovendo um acordo, semelhando ao Acordo de Paris,entre os países, principalmente, os mais desenvolvidos, na qual fossem criadas regras claras para o desenvolvimento de IA(Inteligência Artificial), a fim de amenizar possíveis problemas futuros.Além disso, é necessário que as nações invistam mais,por meio da arrecadação de impostos, na criação de auditorias em IAs, a fim de garantir a transparência dessas tecnologias e a ética dos dados.