Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 29/12/2020
O amedrontador intelécto sintético
Privacidade de dados; vício; alienação; esse são alguns dos impasses que permeiam o uso da I.A. - Inteligência Artificial - na sociedade. Consoante a isso, o documentário “Dilema das Redes”, explicita as únicas indústrias que chamam seus clientes de usuários, sendo elas, de drogas e de softweres. Isso posto, a inexistência de políticas públicas que estabeleçam limites, juntamente com, a conivência dos que utilizam dessa tecnologia, catalizam um caos social informacional.
Em primeira análise, a falta de regulamentação da engenharia autônoma de dados, banaliza seus resultados técnicos. No século XVI, o Filósofo Thomas Hobbes, explicitou em um de seus ensaios, que, o homem necessita de contratos sociais - contratualismo - para viver em harmonia. Então, por mais que, a mentalidade sintética não assuma caráter humano, a partir do momento que ela se torna um agente interferindo diretamente nas relações pessoais, deve-se enquadra-la dentro de determinada jurisprudência. Pois, segundo o pensador supracitado, se " O homem natural é lobo do homem", então; esse sistema sem correção prática se torna uma ameaça.
Outro fator importante, a alienação, que floresce cada vez mais nas redes, com o consentimento daqueles que a operam. Conforme a empresa tecnológica Google, cerca de 3 bilhões de usuários estão expostos diariamente ao intelecto antinatural. Dentro disso, a nação experimenta uma abstração programada, que parte daqueles que não tem compromisso com a verdade, exemplo disso, são as “Fake News”, que, tiveram sua aurora na interferência em democracias a partir do ano de 2015 (De acordo com o G1). Isso se deve, principalmente, ao fato de que grande parte dos que manuseiam esse sistema não terem um treinamento adequado para filtrar verdades e mentiras, tornando conveniente para si, aceitar toda e qualquer informação.
Em síntese, a solução dessa problemática ética se concentra sobre, imposição de limites morais e a não cumplicidade dos utilizadores. Portanto, cabe ao Legislativo, como elaborador dos contratos da sociedade, formular leis que cobrirão e atenuarão a liberdade da I.A. sobre a privacidade de seus usuários, como também; obrigarão os construtores de softweres à programar seus sistemas contra a desinformação. A fim de, proteger os dados dos clientes de modo saudável, e também, coibir a disseminação de informações falsas. Assim sendo, os usufruidores não terão mais o conluio com a pós verdade.