Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 30/12/2020
A inteligência artificial, apesar de trazer inúmeros benefícios para a sociedade, como por exemplo, auxiliar na cura de doenças e na automatização de tarefas, se esbarra em questões éticas e morais, tanto de seus criadores quanto das próprias máquinas, visto que o mau uso desta tecnologia pode,consequentemente, trazer danos irreparáveis para a população, como a divulgação inadequada de dados das pessoas e o comportamento indevido dos robôs.
Foi divulgado na revista “Abril”,que,com o surgimento da pandemia,neste ano,2020,o governo chinês começou a monitorar a população por meio de reconhecimento facial dos celulares e dados coletados de sites de compra, como por exemplo, o Alibaba, com o intuito de controlar quem tinha o vírus e que poderia circular pela cidade. Desse modo, apesar das medidas ajudarem na contenção do vírus, questões éticas foram levantadas,pois, as informações de cada indivíduo eram usadas sem o consentimento e de forma indevida, já que estavam armazenadas em sites de e-commerce.
Contudo, a situação está longe de ser resolvida. Tendo em vista que, em 2016, a Microsoft criou um robô que interage nas redes sociais e vai aperfeiçoando o seu repertório à medida em que conversa com outros usuários.Porém, em pouco tempo,Tays,como é chamada a robô,começou a reproduzir mensagens de ódio contra as pessoas que interagiam com ela.
Medidas,portanto,são necessárias para resolver o impasse.Em um primeiro plano, a ONU(Organização das Nações Unidas) pode ajudar nisso,promovento um acordo, semelhante ao Acordo de Paris,entre os países, principalmente os mais desenvolvidos,na qual fossem criadas regras claras para o desenvolvimento de IA(Inteligência Artificial), a fim de amenizar possíveis problemas futuros.Além disso, é necessário que as nações invistam mais, por meio da arrecadação de impostos, na criação de auditorias em IAs, a fim de garantir a transparência dessas tecnologias e a ética dos dados.