Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 05/01/2021

Segundo o filósofo Immanuel Kant, inspirado por Hume, o indivíduo busca “acordar do sonho dogmático” em que vive, pois só assim é que se redimirá de sua culpa e sairá de sua tão deplorável menoridade. Nesse contexto, observa-se analogia com a Inteligência Artifcial, IA, visto que foi desenvolvida pelos homens, com o objetivo de superar obstáculos sociais, contudo, encontra-se pontos positivos e negativos, o que traz prejuízos a toda população quando não analisados. Logo, tornam-se imprescindíveis caminhos para combater tal problemática.

A Era Digital trouxe consigo transformações na infrastrutura social, sendo uma delas a criação da Inteligência Artificial, a qual implica em diversas funções virtuais, com a finalidade de ajudar o serviço das pessoas. Um dos grandes avanços potencializados pela Inteligência foi a medicina, facilitando diagnósticos médicos, cirurgias e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Outra área bem afetada positivamente por uma das diretrizes do advento tecnológico foram os serviços virtuais, que utilizam de robôs para agilizar pedidos, ajudar nas traduções linguísticas, processamentos de dados, entre outras maneiras eficientes. O estudo conduzido pela DuckerFrontier, empresa da Microsoft, considerou o impacto da IA no mercado de trabalho, baseando nas empresas que fariam um investimento maior nesse cenário, e conclui-se que permitiria a criação de novos produtos e serviços.

Entretanto, a Inteligência Artificial possui controvérsias, como ressaltado pelo físico Stephen Hawking, o qual foi responsável por alertar os perigos dessa inovação, haja vista que seus estudos científicos direcionaram para uma possível dominação futura dos trabalhos inteligentes, superando a capacidade intelectual dos humanos. Isso deve-se a descoberta e ao uso de um novo sistema de ensinamento fornecido aos eletrônicos, o “Machine Learning”, que não só transmite informações precisas para os computadores e demais canais, como também orienta-os a adquirir suas próprias vias de conhecimento, ou seja, induzir máquinas a pensar por si mesmas. Além disso, devido ao histórico violento dos indivíduos em duas grandes guerras mundiais, ao descobrir e usar canhões, bomba atômica e demais ferramentas de ataque a homens, preocupa-se que a Inteligência Artificial também seja usada para fins bélicos.  Assim, busca-se soluções que revertam a realidade analisada.

Portanto, a fim de reverter o quadro supracitado, faz-se necessária a fiscalização dos profissionais que atuam na área prevista, por meio de leis, com a atuação do governo, uma vez que investigarão toda estrutura laboratorial que está sendo construída e seus riscos para a população, impedindo danos futuros. Dessa forma, ter-se-á uma sociedade mais preparada para lidar com os impasses da tecnologia e perto de conquistar a tão sonhada maioridade intelectual proposta por Kant.