Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 07/01/2021
Segundo a bíblia, quando Deus criou o homem, Ele o deu livre-arbítrio - o poder de escolha. Isso significa, que, Ele o concedeu a capacidade de tomar decisões e, ao mesmo tempo, o responsabiliza por cada um de seus atos. Assim, Deus não teme e não limita a evolução humana, porém, estabelece regras de convívio entre criatura-criatura e criatura-criador. A evolução humana chegou até a tecnologia da inteligência artificial, que avança rapidamente. Uma técnica muito importante para a inteligência artifical é o “Machine Learning”, que pode ser traduzido como aprendizado de máquina, em que as máquinas são treinadas para desenvolver a capacidade para a tomada de decisão, porém, em caso de uma decisão errada, como a máquina poderia ser responsabilizada?
Nas últimas décadas, o homem passou a dividir espaço, tarefas e, até mesmo, responsabilidades com as máquinas, que, ganharam características e habilidades cada vez mais próximas à sua. Isso pode ser observado nos carros autônomos, drones que diariamente fazem entregas, carrinhos que levam as suas compras do supermercado até a sua casa, robôs que realizam cirurgias, e, mais recentemente, robôs com carcterísticas físicas e articulações à sua semelhança.
Contudo, para a maioria das pessoas, todo esse avanço da tecnologia gera medo e preocupação pelo perigo existente de possíveis falhas, além do medo de que essas máquinas possam evoluir para a frente do homem. Isso, devido a falta de entendimento dessa ciência, aliada à imaginação e aos filmes de fixão científica. No entanto, essa tecnologia é limitada, o autoaprimoramento técnico é possível, mas não a evolução. Sendo assim, ao desenvolver máquinas com capacidade de escolhas, o ser humano precisa determinar e implementar normas para a coexistência homem-máquina, sem deixar de trazer para si, a responsabilidade pelas suas escolhas e pelas suas possíveis falhas tecnológicas.