Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 12/01/2021

Após a eclosão da Revolução Científica e a ascensão das técnicas de automação, novas tecnologias emergiram, modificando as relações de trabalho e gerando diversas entraves morais. Neste contexto, destaca-se os impasses éticos do uso da Inteligência Artificial. Indubitavelmente, essa inovação gera diversas discussões, especialmente no tocante à substituição da mão de obra humana por sua atuação e da ignorância popular a respeito das mudanças por ela ocasionadas. Dito isso, as autoridades competentes devem atuar na perspectiva de resolução desses impasses.

Em primeira análise, ressalta-se a intrínseca relação entre o aumento do desemprego formal e o crescente uso do maquinário operante com Inteligência Artificial. Certamente, a perda dos postos de trabalho para esta tecnologia se dá nas camadas do proletariado que possuem um posto de atuação laboral mais mecanizado e menos intelectual, visto que as máquinas inteligentes operam, em sua maioria, atividades repetitivas. Nessa seara, vale salientar que, segundo dados da Microsoft, um terço do trabalho braçal mundial será realizado por máquinas inteligentes até 2030. Isto posto, torna-se notória a necessidade da atuação das autoridades na qualificação dos trabalhadores.

Em segunda análise, destaca-se a inabilidade popular no que tange à adaptação à nova realidade trazida pela Inteligência Artificial. Analogamente a esta afirmativa, é realçada a posição do filósofo contemporâneo Jugen Habermas " a velocidade de transformação dos meios produtivos da sociedade obrigará os indivíduos a tornarem-se sempre aptos ao aprendizado técnico". Absolutamente, a visão do pensador se enquadra na realidade brasileira perante aos avanços tecnológicos trazidos pelo século XXI. Nessa perspectiva, faz-se urgente a melhora das condições de instrução dos cidadãos para a adaptação à recém criada Inteligência Artificial.

Destarte, é mister a resolução de tal problemática pelo Estado. Para isso, urge ao Ministério da Educação - mecanismo reponsável pela instrução técnica da coletividade- a criação de cursos capacitantes em Inteligência Artificial, por meio de uma fração enxuta da verba destinada ao órgão, que habilite os trabalhadores brasileiros ao trato com as novas técnicas operacionais. Vale salientar, que o ensino deve ser programado em linguagem de fácil compreensão, posto que o analfabetismo funcional é vísivel nas camadas menos intelectualizadas da sociedade. Sendo assim, a sociedade braisileira se tornará mais adaptada às inovações propiciadas pela inteligência humana.