Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial

Enviada em 19/08/2021

Por consequência da Revolução Científica, o acesso à tecnologia e meios comunicativos favorece o contato com a farta vinculação de mecanismos cibernéticos, os quais proporcionam profundas transformações nas relações entre homem e mundo. Nesse sentido, os impasses sobre o uso desses aparatos reverbera uma arquitetura ética e moral, sendo imperiosa a aplicação de medidas a fim de minimizar os impactos ocasionados por esse cenário. Ademais, é fulcral ressaltar a ausência de pensamento crítico como causa, bem como os prejuízos sociais e econômicos fomentados em decorrência disso.

Em primeiro plano, urge analisar a falta de criticismo da população mediante aos usuários de Inteligência Artificial. Nesse contexto, a falta de percepção crítica acerca da formação do indivíduo por intermédio dos recursos da IA fere os princípios morais, já que os meios de comunicação desse recurso são capazes de traçar estratégias de interesse que vão de encontro com os impasses éticos. Exemplo disso, foi o “FaceApp”, aplicativo que obteve características do rosto das pessoas por meio de uma ferramenta que transforma rostos envelhecidos em rostos normais. Com efeito, tal conjuntura é análoga ao conceito de “menoridade intelectual”, proposto por Kant, o qual caracteriza a falta de autonomia dos indivíduos sobre seus intelectos, uma vez que a sociedade torna-se refém do uso exacerbado de tecnologias e, consequentemente tem seus princípios moldados.

Outrossim, o avanço do desemprego é um fator relacionado à excessiva utilização da IA. Nesse âmbito, é notório uma enorme violação dos direitos humanos, visto que segundo a Constituição de 1988, todos os indivíduos têm o direito de se dirigirem a cargos independentemente da questão vigente. Dessa feita, o uso de mecanismo artificiais proporcionam, além da falta de criticismo por parte da sociedade, a violação dos direitos humanos do cidadão. Portanto, é necessário a aplicação de leis que desestabilizam esse quadro.

Em síntese, medidas devem ser efetivas a fim de mitigar os impactos causados pelo uso da inteligência artificial na primeira feita. Desse modo, cabe ao Legislativo - poder responsável pela aprovação e revisão de leis - aprovem a lei de Política de inovação conectada, lei que provoca uma pequena intensificação do uso da IA na sociedade, para que seja possível induzir a sociedade ao pensamento crítico necessário para tomarem decisões em vista desse cenário. Além disso, cabe à sociedade buscar o hábito de buscar informações variadas de raízes confiáveis sobre o tema - com o intuito de assegurar a população sobre a privacidade dos usuários como aconteceu no aplicativo “FaceApp”. Dessa forma, garantir-se-a o combate aos impasses morais e éticos do uso da IA.