Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 14/01/2021
A Revolução Industrial foi um marco ocorrido no século XVIII com berço na Inglaterra, revolucionado a esfera produtiva da época e adicionando máquinas como o motor a vapor. Em adição a esse movimento surgiu então, na Revolução Informacional do século XX, a inserção dos computadores e da internet. Porém, infelizmente, o desenvolvimento da tecnologia contém inúmeros desafios a serem combatidos, com impasses éticos e morais relacionados a mais inovadora ferramenta do século XXI, a inteligência artificial. Assim, pela tamanha importância desenvolvimentista, a ausência de políticas públicas e a falta de educação especializada atuam como entraves para essa modalidade tecnológica.
Em primeiro lugar, é necessário salientar que, Jean-Jacques Rosseau, filósofo contratualista suíço, detinha o pensamento de que na política, tal qual na moral, é um grande mal não se fazer o bem. Por conseguinte, o descaso dos políticos é um dos fatores primordiais que afetam o desenvolvimento da racionalidade tecnológica de forma positiva para os humanos. De forma expositiva, Nick Bostrom, filósofo da Universidade de Oxford, em um levantamento com 170 especialistas da área tecnológica, mais da metade previu que há 33% de chance da inteligência maquinária ser algo prejudicial aos humanos. Logo, o descaso legislativo em relação às novas tecnologias de informação atua de forma agravante diante dos desafios morais que esses novos sistemas trazem.
Ademais, segundo “Ensaio Acerca do Entendimento Humano”, do empirista John Locke, o indivíduo é moldado exclusivamente de acordo com as experiências adquiridas por ele desde o nascimento, juntamente com as condições sociodemográficas em que ele se encontra. Complementamente, conforme Immanuel Kant, filósofo idealista alemão, “o homem é aquilo que a educação faz dele”. Dessa forma, é possível construir um elo entre um cidadão que foi exposto a uma educação de qualidade voltada à ética computacional e uma sociedade melhor preparada diante das dificuldades morais da inteligência artificial. Afinal, de acordo com Stephen Hawking, astrofísico britânico, “a não ser que aprendamos a evitar os riscos” da racionalidade artificial, seremos destruídos pela mesma.
Portanto, são necessárias medidas de intervenção para a questão retradada. Urge que o Ministério da Comunicação, por meio da criação de um estudo cuidado com especialistas, crie um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados. Esse projeto deve instituir de acordo com os direitos humanos as regras éticas e limitações diante da tecnologia, com objetivo de evitar catástrofes e desvios morais. Ainda, é necessário que o Ministério da Educação, por meio de uma alteração curricular, adicione aulas de informática do ensino fundamental ao médio, também abordando o criticismo e a inserção de novas técnicas informacionaisDessa forma, é possível vencer os impasses da inteligência artificial.