Os impasses éticos e morais do uso de Inteligência Artificial
Enviada em 15/02/2021
“Nada grandioso entra na vida dos mortais sem uma grande maldição”. Com essa frase de Sophocles inicia-se “o Dilema das Redes”, documentário de 2020, que trata exatamente desse tema. No filme é retratado a vida de um adolecente viciado e manipulado pelas redes sociais. O média metragem, apresentado por grandes executivos e programadores das redes mais famosas do mundo, mostra como os algorítmos têm ficado cada vez mais independentes no processo de prender a atenção de cada vez mais usuários, com intuito de ampliar o faturamento dos patrocinadores.
Nos últimos anos, muitos foram os episódios que envolveram a temática ética versus tecnologia, como foi o caso do escândalo protagonizado por Edward Snowden em 2013, ou o alvoroço das eleições de 2016, também ligado a maior potência mundial, os EUA, ou ainda a “possível” venda de dados de usuários do Facebook. Ambos os fatos, corroboram a ideia de que a falta de ética no uso dos dados produzidos pelas redes pode, sim, prejudicar as pessoas em escala global.
Outrossim, muitos são os benefícios dessa mesma tecnologia para o desenvolvimento das nações. Um ótimo exemplo disso, foi a possibilidade do trabalho em home office e as aulas remotas durante o período pandêmico, que perduta até os dias atuais. Sendo assim, não há a possibilidade de rejeição dessa tecnologia, tampouco dos avanços que a levam em direção à Inteligência Artificial (IA) e o poder do Aprendizado de Máquina (MA).
Tais avanços são necessários, mais requerem atenção e regulação, a fim de que o desenvolvimento previsto seja benéfico de todos os pontos de vista. Sendo assim, é necessário que as comunidades de segurança cybernética estabeleçam protocolos claros e, que estes sejam objeto de legislação específica de ordem mundial. Complementarmente, é necessário que os departamentos de IA de cada país, estabeleçam critérios legais que tornem transparentes os processos de tomadas de decisões dessa tal IA e com isso, há de se provar que Sophocles estava errado.